Quando era criança, com 10 ou 12 anos, a franquia de Sexta-Feira 13 estava a todo vapor. Todos os anos a Rede Globo anunciava mais um filme da série como um dos destaques da nova programação voltada para o cinema. Infelizmente, a televisão era a única fonte de entretenimento cinematográfico, fora os cinemas. Não existia internet e, naquele tempo, ter um vídeo cassete era um sonho que só viria a se realizar algum tempo depois. Mas, mesmo o filme passando na TV, ainda tinha que driblar a vigilância de meus pais, que me proibiam de assistir a filmes violentos. Mas, a saga protagonizada por nosso querido Jason Voorhees não pode ser classificada como violenta. Tudo bem, as mortes são violentas, mas o barato é ver de que maneira criativa Jason vai fazer sua próxima vítima. A série oficial teve 10 filmes e um cossover com a também cultuada série A hora do pesadelo.
Embora todos os filmes possuam o mesmo argumento, um psicopata mascarado matando adolescentes promíscuos e drogados, podemos dividir os filmes em duas fases. Até o quinto filme temos uma cinessérie de terror e suspense. Os produtores ainda tentavam se levar a sério na produção de um argumento que levasse o expectador sentir medo. Até aqui a gente ainda torcia para que os protagonistas saíssem vivos no final da história. A partir do sexto episódio, onde Jason volta dos mortos e se torna virtualmente imortal, a coisa degringola para uma comédia de humor negro e a situação se inverte. Os personagens são pouco desenvolvidos e superficiais. O principal é o psicopata e você torce para que ele mate todo mundo.
Embora seja uma formula antiga, ela ainda continua funcionando. Quando fiquei sabendo que estavam gravando mais uma seqüência de Sexta-Feira 13 fiquei em duvida. Será que conseguiriam produzir um filme de respeito em tempos de cinema escatológico? Como fazer com que Jason continue sendo um personagem relevante? E por último, mas não menos importante, será que as mortes vão continuar sendo legais? Ontem me dirigi ao cinema para comprovar se meu herói continuava violento e sanguinário como sempre e fiquei surpreso com o que vi.
A história todo mundo conhece. Jason Voorhees era uma criança estranha que por um descuido dos monitores do acampamento Crystal Lake, acabou se afogando no lago. Depois disso, sua mãe pirou e começou a matar todo mundo que considerava culpado por essa tragédia. Claro que ela acaba morta e, para surpresa de todos, Jason ainda estava vivo e decidiu se vingar do resto da humanidade pela morte de sua amada mãe. A maneira escolhida para essa vingança foi massacrar qualquer jovem ou pessoa que aparecesse nas redondezas de Crystal Lake.
O filme começa com um pequeno resumo sobre a tragédia passada por sua mãe e já corta para os dias atuais, onde um grupo de jovens aparece na floresta procurando por uma plantação de maconha. Jason acaba com todos com sua maneira peculiar e quase artística de matar. Algum tempo depois, outro grupo aparece para acampar e acabam cruzando com Clay Miller (Jared Padalecki, único nome conhecido do elenco) que está procurando por sua irmã, uma das participantes do primeiro grupo massacrado. O resto da história não precisa nem contar.
O filme está muito bacana. Ele faz uma representação dos três primeiros episódios da série clássica. Jason ainda é um assassino frio, violento e com força extraordinária, mas não demonstra ser imortal. Jared Padalecki, que interpreta também Sam Winchester na série Sobrenatural, está muito bem em seu papel. Afinal de contas, só um cara que mata lobisomens e vampiros para enfrentar o velho Jason. Fora isso temos uma boa atualizada no mito do psicopata. A produção é caprichada e os efeitos são bem realistas, o que vai contra ao clima mais desleixados dos primeiros filmes. Mas, não pense que a coisa pode ser levada muito a sério por aqui. O clima de humor negro ainda existe e a cada morte eu dava muitas risadas no cinema. Uma bela homenagem para o maior assassino de todos os tempos. Acredito que a franquia tenha ganhado fôlego para mais filmes, desde que mantenha a qualidade desse episódio.
O único ponto negativo é que Jason não conseguiu bater o seu recorde de mortes em um único filme. Mas está no caminho certo. Se você curte Sexta Feira 13 e ainda não assistiu a esse novo filme, corra para os cinemas agora mesmo. Você não vai se arrepender. Clique aqui para mais curiosidades dos filmes clássicos.
Veja o Trailer dessa nova produção:
Estimado Gilson
Eu detesto filme “trash” e caça níqueis como esses! Desculpe-me! Mas é a minha opnião! Em contra-partida, achei a paródia “Todo mundo em pânico” o máximo! A propósito, não sei se já te disse mas mudei de blog…Apreciaria um comentário seu por lá, valeu brother?
ñ sei se sou muito retardado mas ñ achei depois de procurar por quase meia hora um botãozinho pra mandar uma mensagem privada pro dono do blog. Então mando aqui a mensagem pedindo para q por favor me envie um e-mail pois quero perguntar algo.
sobre Sexta-Feira 13 é impressionante o q vc falou. Me lembro q assim q saiu na locadora o Sexta 13 q era em NY eu fiquei louco e queria pedir o viado do meu primo pra me emprestar o video cassete mas ele fez de bobo e ñ emprestou. Só fui ver o filme bem depois na Globo, sendo idiota o suficiênte pra achar q o cara do Box ia conseguir dar uma surra e ao menos fugir to Jason.
Quando eu estava na 7ª série, entrou um cara que o pai teve a coragem de batizar de Jason Voorhees Fernandez. Pergunta se o moleque sofria pouco…
ei, achei bacana. vou marcar para quando tiver um filho, hehehehehe