
Nesse fim de semana, me dirigi até o cinema local para assistir ao tão comentado Wathmen. Cinema do interior é assim mesmo, o filme só chega duas semanas depois de estrear na capital, a não ser que seja uma porcaria como O Menino da Porteira. Nesses casos o filme estréia em todo o território nacional ao mesmo temo. Mas, antes de falar do filme, tenho uma terrível confissão a fazer. Eu, como fã declarado de quadrinhos, nunca tive a oportunidade de ler Wathmen. Sim, sei que é imperdoável. Como manter minha aura de conhecedor de quadrinhos se não conheço aquela que é considerada uma das melhores histórias em quadrinhos do mundo? Infelizmente, essa é a realidade. Em todas as vezes que foi lançada em território nacional, nunca tive a oportunidade de comprar a história. Mas, isso vai mudar até o fim do mês quando chegar minha edição definitiva que foi lançada em território nacional por conta da produção de Hollywood.
Mas, voltando ao filme. Cheguei ao cinema bem cedo, para evitar filas. Tinha um pressentimento que os nerds da cidade iriam aparecer em peso para essa estréia. Engano meu. Se tivesse umas dez pessoas no cinema, era muito. Até para ver Sexta-Feira 13 havia mais pessoas. O pior é que a maioria das poucas pessoas que estavam no cinema não estava com cara de serem conhecedoras de quadrinhos. Mas, tudo bem. O interessante é que eu teria a mesma impressão das pessoas que estavam caindo lá de para-quedas, ou seja, embora tenha lido alguma coisa sobre a história, não poderia fazer uma comparação com o original por nunca ter lido o gibi.
A trama é bem simples, a primeira vista. O mundo representado pela história de Whatchmen é uma realidade paralela onde os Estados Unidos venceram a Guerra do Vietnã e o Presidente Nixon ainda se mantém no poder. Nessa realidade, os heróis mascarados existem de verdade e são convocados pelo Presidente a intervirem no Vietnã e fazerem a balança da guerra pender para o lado dos americanos. Embora os vigilantes existam para combater o crime, muitos deles agem com violência extrema e acima da lei, o que leva o governo a exigir que todos se registrem perante o poder público. Muitos não aceitam e acabam se aposentando. Esse é o pano de fundo mostrado na abertura do filme, uma das mais bacanas que vi nos últimos tempos.
Depois desse pequeno resumo chegamos ao enredo que vai focar a história. O Comediante (que é interpretado por Jeffrey Dean Morgan, o John Winchester de Sobrenatural), um dos mascarados violentos citados na introdução, está em seu apartamento quando é visitado e assassinado por outro mascarado. A luta entre os dois é impressionante e mostra que o Comediante não tem a menor chance contra seu oponente. Rorschach, um vigilante desajustado e sinistro, acha muito suspeita a morte do companheiro e acredita que um assassino de mascarados está a solta. Em sua decisão de avisar os companheiros ainda vivos é que vamos conhecendo os outros personagens do enredo, como o Dr. Manhattan (único ser que verdadeiramente possuí superpoderes), o Coruja, Ozymandias e Espectral. Como pano de fundo à história, que pode parecer sem importância, mas tem tudo a ver com o final do filme, temos a crise nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética. Nessa realidade paralela ainda é 1985 e a Guerra Fria está a todo vapor.
Como adaptação de quadrinhos, ainda não posso dar uma opinião sobre o filme, mas como apenas um filme de Super Heróis eu dou nota 10 para ele. As quase três horas de exibição passaram muito rápido e o emaranhado da história toda chegou a uma conclusão perfeita. Assim como no filme Corpo Fechado, temos um vislumbre do que aconteceria com nosso mundo na presença de vigilantes mascarados e humanos. Heróis com defeitos, dúvidas, esperanças e orgulho. Acho que só o público comum vai achar o filme um pouco enfadonho. São muitos diálogos, muitos flashbacks e as cenas de ação, que aparecem nos trailers, são muito poucas se comparadas com o total de duração do filme.
Whatchmen é um ótimo filme. Creio que muitos vão amar e muitos vão odiar, mas é impossível não assistir.
Pois é…à época do lançamento da 1ª edição eu me contentava toda semana em olhar na seção cultural do jornal da cidade pra saber como estava a cara do “smiley” na capa do capítulo em circulação…
e assim como naquela época,vejo o tempo passar e não consegui ainda assistir a história no cinema…
Você só tem duas semanas de delay aqui na minha cidade ainda não estrou aliaz vae lembrar que só tem um cinema aquiem pelotas, o outro virou estacionamento.
Depois de você ler o original, falamos a respeito, já que não vi o filme e nem tenho vontade.
Eu odiei esse filme, mas isso foi porque eu li a HQ antes.
Queria saber a opinião da HQ de quem viu o filme primeiro – todas as críticas eram de pessoas que nunca a leram ou que já conheciam a história antes.
Gilson
SE vc tivesse lido o gibi veria que o filme é uma porcaria mesmo!