Sim meus amigos, o Heavy Metal Sinfônico de qualidade não morreu. Principalmente aquele mais voltado para o lado power metal sem os frufrus de um Rhapsody, por exemplo. Sempre fico extremamente feliz quando encontro uma banda nova. Nova no sentido de ser desconhecida para mim. O Fairyland foi uma grata descoberta. Nunca tinha ouvido falar do grupo Francês e de repente o seu último disco, Score to a New Beginning, cai em minhas mãos e só tenho uma palavra para descrever a bolachinha: Clichê.
Sim, clichê, mas temos que parar de pensar que ser clichê é ser ruim. É apenas uma música manjada que não vai mudar o mundo, mas pode ser muito divertida. É nessa categoria que podemos encaixar esse disco. Procurei informações sobre a banda na internet e encontrei muito pouco. O site está desatualizado desde 2006, época do lançamento do segundo disco da trupe, e o Myspace da galera passa a impressão de que a banda é mantida por apenas um indivíduo, Phil Giordana, que chamou vários amigos de outras bandas para poder levar a cabo esse disco. Esse tipo de atitude está se tornando muito comum no mundo do rock pesado. Deve ser porque os caras são muito estrelas e não suportam a convivência em grupo.

Mas, o que importa é a música. Quando coloquei o CD no aparelho de som tivemos a já habitual introdução, chamada justamente de Opening Credits. O que vem depois é um massacre total de velocidade, harmonia e muito espírito épico. A melhor forma de classificar o som seria dizer que a banda é uma mistura do espírito true do Hammerfall com uma pitada sinfônica do Rhapsody of Fire e a velocidade do Sonatha Arctica. Pela descrição já deu para perceber que não tem nada de original por aqui, mas quem se importa? O que manda é a diversão, e isso o disco é completamente competente em proporcionar, embora possa se tornar um pouco cansativo depois da quinta música, pois todas são muito parecidas.
Os destaques ficam por conta de A Soldier’s Letter, que começa lenta e logo parte para a pancadaria, At the Gates of Morken, melódica e rápida, e End Credits, com o lindo vocal de Flora Spinelli. Porém, a melhor música do disco é, com certeza, a faixa título com seus 9 minutos de duração. A música é melódica, rápida, épica e possuí um ótimo jogo de vocais em sua parte final. Musica para qualquer fã do Massacration chorar no final. Notamos que até os titulos das músicas são bem manjados. Outro ponto muito bacana é a arte da capa do disco. Nada mais True do que um guerreiro enfrentando o mar em seu barco de guerra com a espada em punho. Hail Brothers of Metal