Ontem fui assistir pela segunda vez a Transformers 2 – Revenge of the Fallen (2009). A primeira vez tinha assistido ao filme em sua versão dublada e me arrependi amargamente. Primeiramente pela péssima qualidade da dublagem (falo nisso mais tarde) e em segundo pela horrível qualidade do som da sala onde assisti ao filme. Não recomendo essa experiência para ninguém. Partes importantes do filme ficam sem nenhum sentido. Transformers 2 é a continuação do mega sucesso de 2007 e igualmente baseado nos brinquedos produzidos pela Hasbro que assolaram todos os continentes nos anos 80. Como parte de sua estratégia para divulgar sua nova linha de brinquedos, a Hasbro encomendou um desenho animado aonde dois grupos de robôs vindos de outro planeta acabam elegendo a Terra como palco de sua última batalha. Não preciso nem dizer que tanto a linha de brinquedos quanto o desenho animado foram um enorme sucesso.
O primeiro filme dos Transformers foi basicamente a explicação dessa trama. Autobots e Decepticons, inimigos mortais, acabam chegando ao nosso planeta atrás de uma fonte de energia (o Cubo) e reproduzem por aqui a sua guerra civil que já dura milênios. Como em todo bom filme de ação maniqueísta, os Autobots são a representação de tudo que é bom, enquanto os Decepticons são a própria encarnação do mal. O filme não possuía um enredo muito original, mas o que os fãs queriam ver eram robôs gigantes saindo na porrada. E isso o filme proporcionou de forma fenomenal. Diversão garantida para quem viveu ou não sua infância nos anos 80. Sem falar que o nível de destruição e os competentes efeitos especiais garantiram ao filme ser classificado como entretenimento de primeira linha.
E como em time que se está vencendo não se muda, e Michael Bay voltou com todo o elenco principal do primeiro filme para cometer mais uma vez o crime perfeito. Dizer que o filme é divertido seria chover no molhado. Na história, os Autobots se uniram aos humanos para caçar os últimos remanescentes dos Decepticons que ainda estão na Terra. Ao que parece, eles estão percorrendo o planeta atrás de alguma coisa. É nesse momento que descobrimos que Megatron não é o verdadeiro líder dos Decepticons. Existe outro robô, chamado de Fallen, que foi o primeiro Decepticon e sua relação com nosso planeta é mais antiga do que imaginávamos. Esse é o enredo que vai nortear a pancadaria, explosões e toda a destruição que encontramos nesse filme. Embora ele esteja sendo um sucesso gigante em todas as parte onde esta sendo exibido, existem sérios problemas com a produção que poderiam ter sido evitados, deixando o filme mais memorável ainda.
O primeiro problema é a duração do filme. Duas horas e vinte é muito tempo para um filme sem argumento profundo. É apenas pancadaria, correria e destruição. Perto do fim já estamos um pouco cansados disso tudo. Em segundo lugar, a parte voltada para a comédia apela para soluções muito básicas e de teor sexual. Algumas chegam perto do mal gosto, lembrando as comédias para adolescentes que eram produzidas nos anos 80. Eu prefiro um humor mais maduro (como o primeiro filme nos mostrou), mas não podemos esquecer que essa produção é feita para as massas. Indo nessa mesma linha, Megan Fox está na película apenas para mostrar o corpo e correr em câmera lenta com um decote gigante. Ninguém trabalha em uma oficina usando roupas igual às dela. Mas, quem sabe, seja apenas meu lado chato se manifestando.
Porém, o principal defeito dessa história é a atual força e brutalidade de Optimus Prime (ou Lider Optimos para quem é da minha época). O primeiro filme foi bem fiel ao desenho animado. Os Autobots eram a classe operária de Cybertron, enquanto os Decepticons eram a classe guerreira, planejada especificamente para a guerra. A diferença entre a força deles já se mostra no fato dos Autobots terem sido derrotados no conflito. No fim do primeiro filme, quando Optimos vai enfrentar Megatron, ele deixa bem claro que sabe que não vai ganhar, pois a diferença de força é muito grande. Mas, tudo isso foi esquecido nesse novo filme. Optimus Prime é o guerreio mais forte do combate, até por conta da necessidade narrativa que vai ser o ápice da história. Em certo momento, ele enfrenta três Decepticons em igualdade de forças, sendo um deles o próprio Megatron (que aqui está diminuído a um simples lacaio do Fallen). Não estou reclamando da força que o líder dos Autobots apresenta nessa produção, mas ela já deveria ter sido mostrada no primeiro filme. Assim tudo fica muito contraditório.
No mais, temos confrontos em larga escala entre os dois grupos. Muitos Decepticons e vários novos Autobots são apresentados nesse filme. Um prato cheio para quem gosta de combates baseados na força bruta. Aliás, esse foi mais um ponto a se observar nesse filme. A violência apresentada chega a patamares absurdos, e mesmo assim a classificação etária para o Brasil ficou em 10 anos de idade. Muito esquisito. Para piorar, o fato de ter sido liberado para crianças de 10 anos fez com que grande parte das cópias do filme sejam dubladas, que é uma desgraça a parte. Os momentos cômicos são adaptados com gírias e colocações que não são fiéis ao original. Sei que em alguns momentos isso deve ser feito para dar alguns sentido a certos diálogos, mas aqui ficou tudo muito forçado. Você sabe que o personagem não falou aquilo. Outro ponto negativo é a aparente falta de vontade de alguns dubladores. Optimus passa a impressão que está com tédio e a dubladora de Megan Fox não consegue ser sensual quando é necessário.
Finalizando, embora tenha alguns problemas, o filme deixa um saldo muito positivo. É bom entretenimento com boas risadas e muita pancadaria. Claro que poderia ter sido bem melhor.
Esteticamente confuso, história bagunçada e só escapa a Megan Fox e os autobots quando NÃO estão transformados.
Quando eu assistir em casa, em camera lenta e consiga entrenter as lutas, pode ser que eu goste
Gilson
Eu vi a copia dublada por causa de meu filho de 10 anos. Até ele ficou impressionado com a violência e como o Optimus Prime falava palavrão…Senti falta do efeito especial do barulhinho da transformação dos carros em robôs…
Guilherme Briggs, que dublou Optimus Prime nos dois filmes, já tinha sido criticado no primeiro, dizendo que ele deixou o líder parecendo uma bichona (palavras dele próprio num nerdcast).
Realmente estranha essa mudança de atitude do optimus no segundo filme, sério que fala até palavrão??? Se for verdade, nada a ver com a atitude dele do primeiro filme.
Não vou ver esse no cinema, crise financeira total me proíbe dessa oportunidade, sendo assim, só quando sair uma versão decente pra baixar na internet.
Abração
Realmente nada a ver essa força descomunal que o optmus apresenta neste filme no começo ele destroi um decepticon 3 vzs maior que ele numa facilidade que ja desanima,e o megatron fica realmente resumido a mais um ele que deveria ser “o cara” deceptionante !
Achei o segundo filme bem melhor que o primeiro no aspecto ação. Contudo, uma coisa que falhou no primeiro filme e Michael Bay não explicou no segundo: O sumiço do Barricade. Onde foi parar aquele decepticon mustang “polícia”? A última vez que ele aparece no primeiro filme é escoltando os outros dois decepticons, onde há aquela transformação fenomenal do Optimus em alta velocidade! Sobre o Prime ser fraquinho no primeiro e superforte no segundo realmente sool meio contraditório.
Optimus no primeiro filme mata um robo 3 vzs maior que ele tambem, se vc se lembra ele corta a cabeça fora, e no final contra o megatron do primeiro filme, nao se esqueçam de q ele lutava preocupado a todo momento com o Sam e o cubo que com ele estava, ele se preocupava mais com a cidade e os humanos do que com o proprio megatron, no segundo filme ele e que os humanos cogitam a possibilidade de tirarem ele do planeta, e resolve lutar pra valer, mostrando sua verdadeira força, e mostrando que poderia ter matado os 3 decepticons na floresta, fato que nao se concretizou pois megatron o achou de costas, novamente destraido e procurando Sam.