Para aqueles que já estavam entrando em crise de abstinência (como eu) por falta do seu seriado preferido, é bom comemorar a volta de Supernatural em sua quinta temporada. O programa estreou na semana passada e já exibiu dois episódios muito bacanas. Quando comecei a assistir a série, achei que tinha me identificado com as caçadas dos irmãos Winchester por ser um grande fã do estilo terror e fantasia, mas não é só isso. A enorme audiência do seriado se deve aos roteiros dinâmicos, personalidades fortes dos protagonistas, algumas boas sacadas cômicas e, principalmente, por ter uma história muito bem amarrada.

Quando digo história bem amarrada, estou me referindo a toda a mitologia do seriado. O trabalho de produção é uma verdadeira aula de como fazer esse tipo de programa e a galera envolvida em outras produções (alguém se lembrou de Heroes?) deveria prestar atenção no que está sendo feito aqui. A quinta temporada é o resultado de uma trama bem encaixada que começou no episódio piloto. Tudo se explica e tudo nos leva ao mesmo resultado. Muito gratificante para o telespectador que soube reconhecer esse capricho premiando o seriado com uma audiência expressiva.

Como resultado dos acontecimentos que permearam a 4º temporada, Lúcifer está prestes a entrar em nosso mundo e iniciar o apocalipse. O pior de tudo é que os dois irmãos têm uma grande parte de culpa nessa catástrofe. Agora não há mais tempo para conversas ou tramas intrincadas. É guerra total. Embora tenham lidado com todo tipo de superstição e monstros de diversas culturas, o que imperou para o grande final foi mesmo o apocalipse da cultura judaico/cristã. Por mim tudo bem, sempre achei a mitologia da Bíblia muito interessante.

No primeiro episódio (Symphathy for the Devil) Dean e Sam se encontram no local de abertura da prisão de Lúcifer. Antes que o demo em pessoa apareça, eles são misteriosamente transportados para outro local (a possível explicação para esse fato é de arrepiar os cabelos). Depois, descobrimos que Castiel também voltou à vida depois de ter enfrentado um Arcanjo. Nesse ponto, anjos e demônio estão se preparando para a batalha, mas ambos os lados não serão muito proveitosos para a humanidade em caso de vitória. E por fim, temos Lúcifer tentando seduzir um hospedeiro. Mesmo sendo o demônio, Lúcifer ainda é um anjo e para possuir o corpo de um humano necessita de seu consentimento. E ainda temos a perrenga entre os dois irmãos por conta dos acontecimentos do final da quarta temporada. Ótimo episódio que serviu para dar água na boca dos fãs para assistir ao resto da temporada.

O segundo episódio (Good God, Y’All) mostra uma cidade dominada pelo caos. Em, principio pensamos que é apenas mais uma intervenção dos demônios preparando o fim do mundo, mas aqui encontramos mais uma das figuras da mitologia cristã do fim do mundo. Depois de enfrentar os Sete Pecados Capitais na terceira temporada (na pele de sete demônios poderosos), agora eles tem que lidar com Guerra, o primeiro dos 4 Cavaleiros do Apocalipse. Episódio muito legal que trouxe de volta três personagens das temporadas passadas: o caçador Rufus Turner que participou de um episódio na terceira temporada (Time Is on My Side), e Ellen Harvelle e sua filha Jo Harvelle que foram muito presentes na segunda temporada.

Se a série mantiver a mesma criatividade que tivemos até aqui, então termos uma ótima conclusão da saga dos irmãos Winchester.