Fernanda Young na Playboy

Não consegui vencer a curiosidade e passei em uma banca de revistas hoje cedo e comprei a edição de novembro da Revista Playboy que estampa na capa a escritora Fernanda Young. Você pode até perguntar para mim se sou fã da manceba, mas tenho que admitir que nunca tinha ouvido falar dela. Meu recanto literário é focado na fantasia e aventura, então estou completamente por fora do que é produzido dentro da literatura cabeça. Fora Os Normais, que assisti a alguns episódios, não conheço nada da produção da moça. Então por que estava curioso? Por conta de todo o circo criado na mídia em relação a essas fotos.

Primeiro a questão de ela ser (talvez) uma intelectual. Já que não conheço sua produção literária, vou deixar  a resposta dessa afirmação para o texto do Walter Carrilho responder. Em segundo por ser uma mulher de idade mais madura, embora não seja a primeira vez que isso acontece na Playboy (quem não se lembra da espetacular edição de Ângela Vieira?). O terceiro ponto foram as dezenas de desculpas que a escritora deu na mídia para o fato de aceitar posar para a revista. Essa parte foi ridícula, uma vez que ninguém tem nada com isso e ganhar uns trocos é direito de qualquer um. Mas, temos que admitir que essas desculpas proporcionaram uma turbinada no marketing da revista.

Mas, tenho que ser honesto. O fato de ser uma mulher tatuada ajudou bastante na decisão de comprar a revista. Quem visita esse blog com freqüência sabe que sou fã de mulheres com tatuagens. Mas, o que importa aqui são as fotos do ensaio, e são delas que vou falar agora. Em primeiro lugar já vou afirmar (embora muitos vão me jogar ovos) que ela é uma mulher bonita, pelo menos com a produção que deram a ela. Levando em conta a idade e que não é uma modelo ou atriz, até que a capa dessa edição foi bem escolhida. As tatuagens e os piercings nos mamilos trazem um pouco de polêmica para uma revista que anda um pouco saturada de clichês. Embora a idade seja um fator muito comentado, admito que Fernanda Young está bem melhor do que muita menininha por ai. É bom ver uma pessoa normal em um ensaio sensual para uma grande revista. Poderia ser moda nesse segmento.

Outra coisa positiva foi a produção simples das fotos. Um quarto e algumas dependências de uma casa. As poucas roupas usadas remetem diretamente a um estilo alternativo e underground, como espartilhos e botas de couro. Do ponto de vista da composição fotográfica, foram utilizadas fotos super-expostas e sub-expostas. Truque antigo para esconder os possíveis defeitos da pele da modelo sem ter que depender totalmente do Photoshop. E já que estamos falando em Photoshop, a manipulação digital nas fotos está bem sutil. Filtros para suavizar a pele e uma leve escultura na cintura, que naturalmente já é bem fina (comprovado através de fotos da mídia).

Em resumo, um bom trabalho que deveria ser sempre executado dessa maneira. Interessante notar que os melhores trabalhos da revista sempre são com modelos que não estão na crista da onda, ou seja, com as celebridades instantâneas como as moças do Big Brother ou mulheres frutas.

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