Sim, caros amigos. Eu me dirigi até o cinema de minha cidade para assistir a Lua Nova (The Twilight Saga: New Moon, 2009), a mais nova produção cinematográfica baseada na série de livros escritos por Stephenie Meyer (aliás, tenho que admitir que ela é bem bonitinha), onde uma garota normal, ou seja, uma emo depressiva, se apaixona por um Vampiro emo feito de purpurina. Antes que os fãs da saga me apedrejem em praça pública é melhor eu explicar o meu posicionamento.
Nunca tive contato com os livros escritos pela autora (embora amigos que leram me garantiram que são muito bons) e até duas semanas atrás não tinha nem assistido ao primeiro filme da saga, Crepúsculo. Para uma pessoa como eu que foi criada assistindo filmes de Vampiro onde os senhores da escuridão são sensuais, porém cruéis (obrigação de lembrar-se de A Hora do Espanto e Drácula de Bram Stocker), o tipo de história apresentada é muito água com açúcar. A autora, ou os produtores do filme, se utilizam de maneira excessiva da estética emo de ser com adolescentes tristes (quase góticos), emotivos e que passam 99% do filme sofrendo por amor. Bem pensada a colocação de um amigo no twitter onde fica bem claro que o filme não é sobre Vampiros e sim sobre relacionamentos impossíveis.
Na história, o Vampiro Edward Cullen (Robert Pattinson) decidi se afastar de sua amada Bella Swan (Kristen Stewart) porque não suporta a idéia de ter que transformá-la em uma Vampira para que possam ter um relacionamento sadio e duradouro. Para aplacar um pouco de seu sofrimento, Bella decide arrastar uma asa para seu amigo índio Jacob Black (Taylor Lautner). Porém, o mesmo acaba demonstrando que também possui um segredo que vai inviabilizar esse relacionamento. Esse filme, além dos já citados Vampiros, também tráz a tona a presença de outra criatura das trevas, os Lobisomens. Porém, todo mundo aqui é muito bonzinho e tira a graça da coisa toda.
Os pontos fortes do filme são os efeitos especiais e os dez minutos finais onde realmente temos um bom confronto entre Vampiros. Os pontos negativos ficam por conta de toda a choradeira e depressão ao longo de todo o filme e na exposição desnecessária de corpos masculinos malhados para arrancar suspiros das adolescentes apaixonadas no cinema. Em alguns pontos chega a ser constrangedor as cenas feitas apenas para os mocinhos tirarem a camisa. Porém, o que mais incomoda aqui é uma coisa que foi bem explicada por Sthephen King (o mestre) ao afirmar que "nada do que Stephenie Meyer escreve presta, pois é tudo cópia dos trabalhos de divesos escritores”. Tudo aqui é um liquidificador de referências que passa por Ane Rice, L.J. Smith e diversas outras séries e filmes que já foram produzidos. Até a estética da produção é totalmente chupada de outros filmes. O único argumento original, que seria o fato dos Vampiros brilharem como purpurina quando expostos ao sol, é extremamente constrangedor. A própria autora admite que pensou na história da saga depois de ter tido um sonho em junho de 2003. Provavelmente esse sonho aconteceu depois de ter assistido a Anjos da Noite (Underworld, 2003)
Se mesmo assim você ficou curioso para assistir ao filme, chegue cedo ao cinema para não ter que enfrentar uma horda de emos raivosos na fila. Esses seres sempre andam em bandos. E lembre-se. Não ouse criticar os vários defeitos do filme em voz alta nesse ambiente. Pode ser prejudicial a sua saúde.
Fala Gilson
Tá sumido?
/abçs
muita correria. essa semana espero voltar a programação normal.
Fazia tempo q não lia um post tão bom … Saudades !!!!!!!!!!