Tenho que ser sincero, nunca fui muito fã do personagem Homem de Ferro. É um dos poucos personagens da Marvel que não tem o meu carinho. Talvez não goste do comportamento egoÃsta de Tony Stark. Suportava sua presença nos Vingadores, pois o resto da equipe compensava a sua participação. Mas, fora dos quadrinhos tudo é diferente, principalmente pelo direcionamento que o personagem teve. Primeiro foi nos ótimos longa metragens animados dos Vingadores e, posteriormente, na série animada desenvolvida para o personagem após o sucesso do primeiro longa metragem no cinema.
Agora, me dirigi até o cinema para assistir ao segundo filme do Homem de Ferro estrelado por Robert Downey Jr. e posso dizer apenas uma palavra para descrever a produção: diversão. Isso mesmo, o filme é bacanudo, divertido, tem ação, mulheres bonitas e uma trilha sonora de lascar (principalmente com AC/DC). Mas, o que faz um personagem chato nos quadrinhos se tornar um fenômeno no cinema? Talvez a noção dos produtores em dar ao público o que ele quer. Ninguém aqui quis descobrir o fogo ou inventar a roda, é apenas puro e simples entretenimento. Nada de tentar ser profundo como em Cavaleiro das Trevas, o tema aqui é agradar ao público. E isso é ruim? Não, pelo contrário, desde que o público entenda que o filme não vai mudar sua vida.
Na história, Tony Stark está curtindo sua vida de milionário e super-herói. Ao mesmo tempo em que tenta manter essa dualidade, o governo dos Estados Unidos tenta convencê-lo a dividir a tecnologia da armadura para fins militares. Enquanto isso, Ivan Vanko (Mickey Rourke) está planejando sua vingança contra as Indústrias Stark por ter arruinado a vida de seu pai. Pronto, esse é todo o enredo. E não precisamos de mais nada. Muitos sites estão acusando o filme de ter pouca ação e muita comédia. Eu concordo e, por incrÃvel que pareça, isso funciona muito bem na tela grande. É um filme para dar muita risada e se impressionar com as poucas, porém bem feitas, cenas de ação. Minha única crÃtica à produção é que a luta final poderia ter sido muito mais épica do que a mostrada.
Por fim, temos que elogiar o desenvolvimento dos atores. Robert Downey Jr nasceu para o papel (inclusive com alguns dizendo que sua vida particular é muito semelhante ao lado playboy de Tony Stark) e Mickey Rourke vem se reinventando nos últimos anos, quase sempre em ótimos papéis de vilão. Do lado feminino temos a sempre linda Gwyneth Paltrow no papel de Pepper Potts e a grande surpresa do filme (pelo menos para mim) que foi a presença de Scarlett Johansson como Natasha Romanoff (a Viúva Negra dos quadrinhos).
Só lembrando que esse é mais um filme que está intimamente ligado ao Projeto Vingadores. Sinceramente, estou adorando essa teia de acontecimentos que estão sendo colocados em vários filmes solos dos personagens e que vai culminar com o longa metragem da mais poderosa equipe do Universo Marvel. Já tivemos ecos desse acontecimento em IncrÃvel Hulk (filme injustiçado que deveria ter uma continuação), no primeiro Homem de Ferro e vai se estender pelo filme do Thor e do Capitão América. Para os fãs da velha guarda como eu, é sempre bom ver novamente Samuel L. Jackson como Nick Fury e as pequenas deixas espalhadas pelo filme que só os leitores de quadrinhos vão perceber. Uma delas mostra claramente o escudo do Capitão América (tem que prestar atenção para ver). Como sempre, não saia do cinema após os créditos. Existe uma pequena cena que vai fazer os fãs do Senhor de Todos os Raios chorarem de alegria.

Essa sim é uma excelente análise do filme. O chato sou eu ainda não tê-lo assistido. Falta-me tempo.