Hoje é Dia Mundial do Rock. Em todos esses anos que escrevo sobre o evento sempre encontro explicações diferentes na internet sobre o motivo de comemorarmos nessa data. Mas, isso não importa, pois para mim todo dia é Dia do Rock. Como não tenho nada de especial para publicar hoje, resolvi fazer uma pequena resenha sobre os últimos discos que comprei de uma banda que muita gente ama odiar: o Hammerfall.
Quando essa galera surgiu, foram acusados de não terem originalidade nenhuma e de praticar um som que seria uma mistura de Helloween e Manowar. Admito que isso é verdade. A originalidade passou longe da banda, mas temos que assumir que a música é muito bacana e divertida. Os primeiros três álbuns foram muito manjados e alternam momentos de genialidade com alguns bem medíocres, mas depois tudo mudou. A banda se encontrou e o direcionamento musical se acertou. Ainda não é nada original, mas a qualidade técnica das composições melhorou muito.
Nesse mês, resolvi completar minha coleção dos CDs do Hammerfall e o resultado está exemplificado abaixo.
Threshold (2006) – a banda vinha de um disco que achei apenas mediano (Chapter Five – Unbent, Unbowed, Unbroken), mas eu estava com esperanças de que esse fosse um bom lançamento. Realmente, é música pancada do começo ao fim e todas as composições seguem o mesmo nível de qualidade. Porém, impossível não destacar as músicas The Fire Burns Forever, Natural High e Genocide. Indicado para quem tem o Heavy Metal Melódico nas veias.
Steel Meets Steel – Ten Years of Glory (2007) – Coletânea dupla que eu considero caça níquel. Quem nunca ouviu o Hammerfall pode comprar sem medo, pois trás uma boa dose do que é a banda. Mas, coletânea que não contenha Way of the Warrior e Trailblazers não pode ser considerada muito boa. Então você me perguntaria por que a comprei? Simples, pela inclusão de uma música inédita chamada Last Man Standing que deve ser a melhor música que eles já fizeram. É aquela composição nos moldes do que o Manowar fazia nos bons tempos e que da vontade de sair pulando pela casa com cara de mau. Não recomendado para pescoços frágeis.
Masterpieces (2008) – Depois de uma coletânea, nada melhor do que um álbum de covers para ganhar uma graninha e ter motivo para sair em turnê sem ter nenhum material novo (não é só o Iron Maiden que faz isso). Mas, o disco é muito bacana. Tão bacana que faz você achar que é a melhor coisa que eles lançaram nos últimos anos, e isso é preocupante. Aqui temos a junção de músicas que já tinham sido gravadas em discos anteriores e canções novas escolhidas para o lançamento. Entre as bandas homenageadas temos Judas Priest, Helloween, Twisted Sister, Accept, Skid Row e Europe. Se você nunca ouviu a banda eu recomendo esse disco.
No Sacrifice, No victory (2009) – Disco bacana, bem feito e com músicas interessantes. Embora possa ser ouvido sem problema do início ao fim, o disco não trás nada de novo, nenhuma música que você quer ouvir até o CD derreter. Destaques básicos para Life is Now, Punish and Enslave, One of a King e Legion. O momento constrangedor do disco é o cover de My Sharona da banda The Knack.
DVD Rebels With A Cause – Unruly, Unrestrained, Uninhibited (2008) – aproveitando o pacote também comprei esse DVD que é um pequeno documentário sobre os bastidores de gravação e dos shows das turnês dos álbuns Crinson Thunder, Chapter Five – Unbent, Unbowed, Unbroken, e Threshold. Aqui fica o momento constrangedor da coisa. O Hammerfall é daquelas bandas que ainda acham que ser rebeldes é beber até cair e destruir completamente os lugares onde se hospedam. Típica mentalidade retrograda para impressionar adolescentes e fazer as menininhas pensarem que são revoltados. Infantil, decepcionante e totalmente desnecessário. Mas, tem uma parte boa o DVD. Algumas apresentações ao vivo e videoclipes muito bacanas, entre eles a hilária versão Olímpica da música Hearts On Fire e a fodástica Last Man Standing Seria um ótimo DVD se tivesse apenas música.
É isso ai. Viva o Rock, viva o Heavy Metal. Que durem para sempre enquanto viverem.