Sabe aquela balela de democratizar o acesso à internet, inclusão digital e todo o discurso que fica bonito no programa eleitoral e nas plataformas governamentais? Então, isso não existe na maior parte dos locais. Vou exemplificar essa afirmação falando um pouco do meu caso.
Moro no interior de São Paulo, em uma cidade com 200 mil habitantes. Trabalho diariamente com internet e boa parte de minha renda vem desse trabalho, principalmente escrevendo em blogs. O mínimo necessário para executar esse trabalho é que eu tenha uma conexão com a internet que seja confiável e com uma velocidade média.
Infelizmente, isso é o que eu não tenho. A Telefônica, responsável pela administração do Speedy, único serviço de banda larga da região, não se interessa minimamente em fornecer o serviço para os habitantes de meu bairro, onde vivem apenas 22 mil pessoas. Já que Telefônica não liga nem um pouco para a gente, o que nos resta é ficar com serviços caríssimos de internet via rádio, que nada mais são do que empresas que chupam o sinal da Telefônica e revendem de maneira porca para os habitantes do local.
Porém, até esses não entregam o que prometem e ficar com um serviço que só funciona bem depois das 2:00h da madrugada não é viável para quem mantém um horário comercial. Há um ano, me vi convencido a apostar no serviço 3G da Claro. Internet ilimitada (apenas no nome) com uma velocidade de 500kbps e pelo preço de R$ 80,00. Um absurdo se comparado ao preço de anda larga da Telefônica, mas parecia ser a única opção viável.
Bem, apenas parecia. O serviço nunca funcionou bem. A velocidade era apenas uma parcela da prometida e os momentos em que não havia nenhuma taxa de transferência de dados eram constantes. Mas, mesmo assim, era melhor que nada. Porém, nas duas últimas semanas tudo foi para o vinagre. O modem não consegue mais conectar e os poucos momentos em que consigo acesso a internet a velocidade é inferior a de uma conexão discada. Já fiz duas reclamações à empresa e em ambas foram pedidos 5 dias úteis para resolver o problema. Até agora nem uma resposta oficial.
Agora estou ilhado. Só posso trabalhar se me deslocar até uma área de acesso gratuito ou cyber cafés. Talvez esse não seja um problema tão importante quanto a fome no mundo, mas a partir do momento em que empresas e o próprio Estado estão colocando a maioria de seus serviços na internet, fica complicado ser um cidadão completo se você não consegue acesso a rede. Problemas graves de infra-estrutura que não foram resolvidos em cidades grandes. Imagine em cidades pequenas e distantes.
O pior é que eles não conseguiram estabilizar ou oferecer um serviço decente de 3G no Brasil e já tem gente sonhando com 4G…
Mas também você escolheu a pior operadora hein.. não tem outra não?
Abraço
esse teu reconhecedor de sistemas do comentários tá doido… to usando o Chrome 6.0 no Windows 7, nada a ver com o que ele informou hehehe
hehehehe, estou notando que ele não está reconhecendo os navegadores de maneira correta.