Pausa no Heavy Metal e vamos falar de outro estilo de música. Algum tempo atrás um amigo me mostrou algumas músicas de uma cantora chamada Adele. Para falar a verdade, o que vi foi a música de trabalho do novo álbum que estava para ser lançado, intitulado apenas de 21 (que soube depois ser a idade da moçoila). Depois de uma pequena pesquisa, descobrimos que a garota lançou apenas um disco anterior (chamado muito criativamente de 19) e que já ganhou até Grammy com a obra. Aqui no Brasil nada, nem um disco lançado. Uma pena.

Por conta de um impulso não tive dúvida. Encomendei o novo álbum diretamente da Inglaterra e aguardei pacientemente o seu lançamento no dia 24 de janeiro. Depois de uma longa espera o disco chegou aqui nessa semana. E o que posso dizer? É muito legal. A voz de Adele é uma coisa a se analisar. Se não fosse o efeito do Campo de Distorção da Realidade ou do Gerador de Improbabilidades Infinitas, você iria encontrar ela soltando a voz em alguma igreja evangélica do sul dos Estados Unidos, mas a menina nasceu nas frias e distantes terras da Inglaterra. Muito estranho.

Estranho também é notar que a menina escolheu como estilo musical algo que flerta intimamente com o pop, o soul e o blues, daqueles mais tristes. Muita percussão, piano, violão, batidas que também lembram um pouquinho o Jazz e uma voz poderosa que norteia todo o disco. A primeira música, intitulada de Rolling in the Deep, é um primor pop. Qualquer indivíduo com um mínimo de conhecimento musical vai gostar da música. A melodia é fácil de ser assimilada e o refrão só vai sair de  sua mente depois de um exorcismo. Uma ótima aula de como fazer música agradável.

O resto do disco não é tão fácil assim de ser assimilado como a primeira música. As outras 10 faixas são voltadas para o estilo Adele de cantar, com as características citadas no parágrafo acima. Como destaques básicos podemos citar Don’t You Remember, Set Fire to the Rain e Someone Like You. De modo geral é um bom disco e vale a pena a sua aquisição. Só lembrando que, mesmo comprando o disco na Inglaterra e pagando o frete até o Brasil, o CD  ficou quase o mesmo preço de um lançamento nacional. Algo anda muito errado na indústria fonográfica do Brasil.