Quando Sucker Punch estreou no cinema eu não tive a mínima vontade de ir assistir. O visual com a mesma estética de 300 não me atraiu, afinal de contas o único filme onde esse tipo de textura funcionou foi no filme citado. A história rocambolesca com aventuras oníricas também não foi um ponto a favor. Poucas tramas com essa premissa são realmente interessantes. Mas, nessa semana meu irmão apareceu em casa com o filme em um arquivo de alta definição. Como estava meio sem fazer nada decidi dar uma chance ao enredo. Que surpresa e arrependimento por não ter ido assistir a película no cinema.

Se você não assistiu ao filme e quer manter algumas das surpresas então pare de ler esse texto agora, pois alguma coisa sempre escapa. Em primeiro lugar, classifico o filme como cerebral. Não porque você precise ter um Q.I. de 120 ou que ele vá discutir sobre as grandes questões da filosofia. Mas, se você não tiver um bom par de neurônios funcionando não vai entender toda a amplitude da história. Algumas questões são para não serem entendidas mesmo, mais ou menos como no filme O Labirinto do Fauno, onde o diretor não se preocupa em dizer se tudo é realidade ou simplesmente devaneios da personagem principal. Cada expectador tem que tirar sua própria conclusão.

A história gira em torno da personagem Baby Doll (Emily Browning) que após a morte da mãe e de ter matado acidentalmente a própria irmã, é internada em um sanatório pelo padrasto pedófilo. Após a entrada, a história muda completamente e ela se encontra em uma boate onde é mantida contra a vontade junto com outras meninas. Nesse momento ela planeja sua fuga junto com quatro companheiras: Sweet Pea (Abbie Cornish), Rocket (Jena Malone), Blondie (Vanessa Hudgens) e Amber (Jamie Chung). Juntas elas armam um plano onde são necessários quatro objetos que estão espalhados pelo local. A obtenção desses objetos é marcada sempre por uma cena de batalha, mostrando do ponto de vista onírico como foi difícil chegar ao objetivo traçado.

Além da história maluca, o que marca muito o filme é a estética das batalhas. Se você gosta de vídeo game, filmes de Kung Fu e a estética dos Animes japoneses então Sucker Punch é um filme que você não pode perder. O visual da trama, cheia de muita computação gráfica, não chega a comprometer a qualidade da história, uma vez que está ali apenas para enriquecer as cenas de ação. Para o público masculino um atrativo a mais são as belas protagonistas (nunca vi um hospício com tanta menina bonita) e a própria aparência de boneca guerreira da personagem Baby Doll. Meninas bonitas descendo a porrada nos vilões é sempre bem vindo. Também não posso deixar de citar a participação de Carla Gugino (adoro o trabalho dessa mulher) como a Dr. Vera Gorski e de Scott Glenn que faz o personagem mais enigmático de toda a trama. Aliás, é esse personagem que ao final do filme deixa a dúvida sobre a veracidade ou sonho das situações apresentadas.

Assim como diz o trailer oficial do filme, a Realidade é a prisão, sua mente pode te libertar.