Quando comprei o primeiro disco do Avantasia, projeto capitaneado por Tobias Sammet, eu não sabia o que esperar. A capa era bacana, o nome das músicas levavam a uma história medieval e as participações especiais eram de nomes de peso dentro do cenário heavy metal internacional. Comprei, levei para casa e quando ouvi a bolachinha tive certeza que estava diante de um dos grandes discos que tive a oportunidade de ouvir em minha vida. O tempo passou e outros discos apareceram, porém sem atingir a qualidade mostrada no primeiro álbum. Segui a carreira do projeto até o terceiro disco, que inclinava o direcionamento musical para o Hard Rock. Foi ai que abandonei e deixei a banda de lado.
Agora, depois de assistir a um DVD ao vivo é que decidi dar mais uma chance ao grupo. Para minha surpresa existiam mais dois discos lançados depois de Scarecrow (terceiro disco) e que foram colocados no mercado de forma simultânea em abril de 2010. Como a grana anda curta, no momento comprei apenas um deles. Tenho agora em minhas mãos o disco The Wicked Symphony e digo que encontrei aqui momentos muito bacanas. A metodologia continua a mesma. Uma banda montada como espinha dorsal do projeto e uma quantidade enorme de convidados para dar vida à uma história conceitual.
De cara podemos notar que o Hard Rock continua presente, mas ele não é mais onipresente. Temos muito de Heavy Metal aqui e os próprios convidados especiais já demonstram essa orientação. Estão presentes Jørn Lande, Michael Kiske, Tim “Ripper” Owens, André Matos, Bruce Kulick e muitos outros. As músicas são rápidas e melódicas e com peso necessário para tornar o álbum um bom item em sua coleção de Heavy Metal.
Temos diversos destaques aqui, mas vou ficar em apenas duas músicas. A primeira é a música título com seus quase 10 minutos de duração e com muita melodia, intervenções de teclado e um refrão que gruda na cabeça e não sai mais. O segundo destaque é a música Scales of Justice onde temos a participação do ex-vocalista do Judas Priest, Tim “Ripper” Owens. Essa é, com certeza, a música mais bacana do disco todo. Ótima melodia, refrão grudento, mas ela é cantada com uma energia que beira a raiva. Muito legal. O rapaz é um ótimo vocalista. Foi mal aproveitado em sua antiga banda.
The Wicked Symphony é uma obra de arte? Não, mas vai te garantir um bom divertimento. Muito melhor que alguns lançamentos que tenho ouvido ultimamente.
