Ontem me dirigi ao cinema para assistir um filme. Fazia muito tempo que não me dava esse luxo. Chegando lá fiquei dividido entre Missão Impossível 4 – Protocolo Fantasma e Os Imortais. Como o filme épico grego está recebendo centenas de críticas negativas e ainda deve ficar em cartaz pelo menos mais uma semana, acabei me decidindo pelo quarto filme da franquia baseada na série de TV. E não me arrependi. O filme está dentro do patamar que encontramos nas edições anteriores. Aliás, tirando o segundo episódio, os outros mantiveram um ótimo nível de qualidade no roteiro. Temos ação, perseguições, acrobacias impossíveis, equipamentos tecnológicos surpreendentes e momentos de tensão.
O filme começa com nosso protagonista Ethan Hunt (Tom Cruise) encarcerado em uma prisão russa. Neste momento os agentes Benji Dunn (Simon Pegg) e Jane Carter (Paula Patton) aparecem para tirá-lo da cadeia e entregar sua nova missão. O mundo está ameaçado por um maluco de codinome Cobalto (Kurt Hendricks) que acredita que uma guerra nuclear é o próximo passo para a evolução da humanidade. A missão é se infiltrar no Kremlin e conseguir informações sobre o indivíduo. Mas, tudo se complica e o prédio acaba indo pelos ares. Agora, Hunt foi culpado pela explosão e o governo retirou todo o apoio a sua equipe. Só resta a eles, juntamente com o agente William Brandt (Jeremy Renner) deter o maluco e impedir a 3º Guerra mundial.
Como todo grande filme de ação, a produção tem seus altos e baixos. As perseguições são muito legais e os aparatos tecnológicos bem criativos. Ponto para a equipe de efeitos especiais que conseguiu criar a maioria dos equipamentos com uma veracidade surpreendente. Todas as lutas também foram muito bem coreografadas e a interpretação dos atores está dentro de um patamar aceitável. Eu só achei que a escolha da protagonista feminina foi mal feita. Tudo bem que Jane Carter é até competente, e bonita também, mas a vilã Sabine Moreau (Léa Seydoux) foi uma escolha bem mais feliz do que a protagonista. Eu acho que neste ponto poderíamos ter uma inversão de papéis sem problema algum.
O ponto baixo da trama foram as explicações sobre o que aconteceu com a mulher de Ethan Hunt. Como bem lembramos, no terceiro filme da série o nosso herói estava para se casar, sendo que este pequeno probleminha foi o combustível que moveu a história. Neste quarto filme a continuidade não deu muita atenção para isso e tivemos um momento de água fria quando foi explicado o que aconteceu. Missão Impossível tem que ser adrenalina do começo ao fim, mas é apenas um pequeno deslize.
Missão Impossível 4 – Protocolo Fantasma não é um filme perfeito e nem vai fazer você se emocionar. São 130 minutos de correria e explosões. Vai servir perfeitamente para desligar um pouco o cérebro e passar alguns momentos divertidos. Só por isso já vale a pena.
P.S. embora eu já saiba disso, vale a pena sempre dizer que o Cine ArcoIris de Presidente Prudente é um dos piores cinemas do mundo, tanto no som quando na qualidade de imagem. Fica o recado.

Este quarto filme de “Missão Impossível”não acrescenta nada de novo á saga.a não ser que pela primeira vez neste quarto filme,o foco não vai somente para o agente Ethan hunt que nos três anteriores filmes resolvia sozinho as missões para que estava designado para cumpri-las,e neste filme dá-se primazia ao trabalho de equipa e não a um homem só.Quanto ao vilão do filme,Kurt hendricks,é um sujeito sociopata,semelhante aos vilões dos filmes de James Bond nos anos da Guerra Fria que pretendiam destruir o mundo.Kurt hendricks tem pouco tempo de antena no filme,o que prejudicou o seu intérprete,o ator sueco Michael Nyqvist de desenvolver um vilão que fosse memorável.Aliás se todos os que já viram os quatro filmes de” Missão Impossível”verão que o agente Ethan Hunt nunca confrontou um inimigo á sua altura,muito por culpa da vaidade e narcisismo do produtor da saga, Tom cruise que quis sempre evitar a concorrencia.