Anjos da Noite 4 – O Despertar

Tudo bem, você pode até dizer que não sou uma pessoa muito exigente quanto ao cinema de fantasia e terror, mas eu gosto da cinessérie Anjos da Noite. Os dois primeiros filmes nos apresentaram um mundo onde Vampiros e Lobisomens vivem em segredo e travando uma guerra milenar entre as espécies. Os dois filmes são cheios de problemas de continuidade e se você prestar atenção na história vai ver que a cronologia não bate, mas mesmo assim as produções nos permitem alguns momentos de entretenimento, e é para isso que o cinema serve. Não é uma obra de arte, mas é divertido. O terceiro filme da série, que na verdade contava acontecimentos anteriores aos dois primeiros, foi muito mais bacana. Não havia fatos ou cronologias anteriores a serem seguidas e a história flui de maneira mais consistente.

Agora, chega a vez do quarto filme despontar nos cinemas. Underworld Awakening (Anjos da Noite 4 – O Despertar) é uma produção que me surpreendeu. Sinceramente não estava esperando por um novo filme da série dando continuidade a história de Selene (Kate Beckinsale). Achava que uma continuação do terceiro episódio, focando os lobisomens, seria uma decisão mais acertada. Mas, tudo bem, quem não quer ver uma mulher bonita vestida de vinil preto e matando metade do elenco de apoio? Mas, alguns problemas se encontram aqui também. Na história a humanidade finalmente descobriu a existência dos seres noturnos vivendo entre eles e, como de costume, levou a cabo um exterminio das duas espécies. Selene é capturada e levada a um laboratório onde fica congelada por 12 anos. Após fugir, acaba descobrindo que os cientistas criaram uma filha para ela utilizando o seu material genético e do híbrido Michael (infelizmente, Scott Speedman não aparece neste filme).

A impressão que fica no expectador é que não existe história e sim uma desculpa para 90 minutos de pancadaria e uso extremo de violência. Falando nisso, Selene está muito mais sangrenta do que nos dois primeiros filmes. O que era apenas sugerido, agora ficou muito mais explícito. Outro ponto negativo é que a maioria dos lobisomens agora é feito através de computação gráfica. Tudo bem que no terceiro filme isso já aconteceu, mas os bonecos utilizados anteriormente eram muito mais realistas. Do ponto de vista da mitologia criada pela série, o filme não acrescenta nada e joga no lixo todo gancho de continuidade deixado pelo segundo filme. Para variar, o final deixa novas possibilidades de continuação.

Resumindo, o filme garante um pouco de divertimento, mas deixa aquela duvida em você sobre o motivo de a continuidade nunca ser respeitada nos quatro filmes. Talvez os roteiristas não achem isso importante, ou é apenas minha mente que se preocupa muito com esses pequenos probleminhas.

One Response to “Anjos da Noite 4 – O Despertar”

  1. A resposta pra sua dúvida sobre a continuidade e desperdício de todo o gancho + excesso de violência está explicita nesse poster que ilustra o post.

    “IN 3D”

    Me diz um filme de alguma franquia pré-existente que teve um capitulo com o título “EM 3D” e que manteve qualidade de roteiro e não apenas cenas forçando a barra para o efeito 3D?

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