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	<title>defenestrado » DivagaÃ§Ãµes</title>
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	<description>Pare a Matrix que eu quero descer</description>
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		<title>USP, PolÃ­cia Militar e PCO &#8211; De volta ao Passado</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 00:41:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesta semana tivemos um fato muito curioso na Universidade de SÃ£o Paulo (USP). A PolÃ­cia Militar, que foi convidada a patrulhar o campus para prevenir furtos e outros crimes, sofreu agressÃ£o dos alunos quando tentou prender trÃªs moleques que consumiam maconha no estacionamento da faculdade. Isso mesmo, eu chamo de moleque esse tipo de indivÃ­duos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta semana tivemos um fato muito curioso na <strong>Universidade de SÃ£o Paulo</strong> (<strong>USP</strong>). A PolÃ­cia Militar, que foi convidada a patrulhar o campus para prevenir furtos e outros crimes, sofreu agressÃ£o dos alunos quando tentou prender trÃªs moleques que consumiam maconha no estacionamento da faculdade. Isso mesmo, eu chamo de moleque esse tipo de indivÃ­duos. As imagens que passaram na televisÃ£o me fizeram ter vergonha de um dia ter estudado em uma Universidade PÃºblica. Decidi nÃ£o escrever nada, pois nÃ£o queria remexer algumas feridas do passado. Mas, ontem, durante a apresentaÃ§Ã£o do horÃ¡rio polÃ­tico obrigatÃ³rio (e nÃ£o gratuito) o <strong>PCO</strong> mostrou mais uma vez porque odeio a esquerda intelectualoide e atrasada deste paÃ­s.</p>
<p>AlÃ©m de alguns discursos inflamados contra o capitalismo (embora todos vivamos nele) e a proposta de imediata estatizaÃ§Ã£o de todos os bancos (quem propÃ´s a idÃ©ia deve morar em <strong>Hogwarts</strong>), apareceram alguns dos ditos alunos revoltados da <strong>USP</strong>. As meninas, que provavelmente fazem parte do <strong>DCE</strong>, pediam a retirada da polÃ­cia opressora do Campus e jÃ¡ denunciavam que o aparato militar faz parte dos planos malignos do governador do Estado para privatizar as universidades pÃºblicas. EntÃ£o vamos por partes. Quando aquele estudante da <strong>USP</strong> foi assassinado algum tempo atrÃ¡s em um roubo de carro no estacionamento da Universidade, todo mundo clamou por medidas que garantissem a seguranÃ§a. Depois que a <strong>PM </strong>comeÃ§ou a fazer a seguranÃ§a do local o crime caiu 90%. Mas, ao enquadrar os maconheiros todo mundo ficou revoltado. A desculpa do dia era que a <strong>PM</strong> nÃ£o estava preparada para lidar com estudantes.</p>
<p><a href="http://lorenti.org/wp-content/2011/11/usp.jpg" rel="lightbox[1729]" title="Estudantes iniciaram a manifestaÃƒÂ§ÃƒÂ£o na ÃƒÂºltima semana"><img class="aligncenter size-full wp-image-1731" title="Estudantes iniciaram a manifestaÃƒÂ§ÃƒÂ£o na ÃƒÂºltima semana" src="http://lorenti.org/wp-content/2011/11/usp.jpg" alt="" width="602" height="400" /></a></p>
<p>Como assim Biau? EntÃ£o crimes nÃ£o podem ser tratados como crimes dentro da Universidade? Posso roubar carro lÃ¡ dentro? Posso matar la dentro? Ã‰ um mundo paralelo onde tudo Ã© possÃ­vel e todo mundo anda de mÃ£os dadas cantando mÃºsicas Ã©lficas? O pior Ã© que tudo aconteceu em uma das faculdades de ciÃªncias humanas. SÃ³ podia. Ã‰ aquele povo que nÃ£o tinha competÃªncia para passar no vestibular dos sonhos e decidiu encarar o curso mais fÃ¡cil. AÃ­ perde o interesse pelas aulas e se apega ao movimento estudantil. Era o que chamÃ¡vamos de <strong>Estudante Profissional</strong>. Ele estÃ¡ lÃ¡ apenas para matar aula, fazer assemblÃ©ia, reclamar de alguma coisa, enquanto os estudantes normais nem sabem que eles existem. PorÃ©m, os 10% de baderneiros levam a fama para todos os estudantes. Estes sÃ£o aqueles que passam 7 anos sem assistir aulas e quando o curso jubila ele faz novo vestibular para continuar na mamata. Quando se cansa desta palhaÃ§ada ele tenta ser candidato a algum cargo polÃ­tico.</p>
<p>Quando era estudante da <strong>Unesp</strong> eu nunca vi um membro do <strong>DCE</strong> assistir uma aula. E nÃ³s sustentamos esta corja com nossos impostos. Infelizmente, como nÃ£o tem importÃ¢ncia nenhuma, o movimento estudantil em SÃ£o Paulo Ã© dominado por partidos de extrema esquerda. Pessoal que usa tÃªnis <strong>Nike</strong>, bebe <strong>Coca-Cola</strong>, vai para a Universidade ouvindo mÃºsica em seu <strong>iPhone</strong> e fica gritando nos corredores sobre o imperialismo, a luta de classes e como <strong>Marx</strong> estava certo, mesmo sem nunca ter lido <strong>O Capital</strong> ou o <strong>Manifesto Comunista</strong>. Mas, esses pequenos tubÃ©rculos vazios sÃ£o alimentados pelas idÃ©ias de professores que devem ser fÃ£s de <strong>Stalin</strong> e outros ditadores da era vermelha. EstÃ¡, minha gente, Ã© a elite intelectual do Brasil.</p>
<p>SÃ³ desta maneira podemos explicar o discurso vazio, sem nenhum argumento ou embasamento intelectual das alunas da <strong>USP</strong> que apareceram no programa do <strong>PCO</strong>. Depois de assistir ao programa (dando muita risada) me vi em uma reuniÃ£o do <strong>DCE</strong> da <strong>Unesp</strong> na dÃ©cada de 90. A mesma postura, a mesma ignorÃ¢ncia, a mesma falta de visÃ£o. Infelizmente, nada mudou e o pessoal vai continuar preso aos velhos dogmas do passado. Ou vai criar vergonha na cara quando o papai cobrar que vire adulto. Infelizmente, alguns se perdem e acabam entrando para o <strong>PCO</strong> e sendo uma pessoa intragÃ¡vel para o resto da vida.</p>
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		<title>Rafinha Bastos e a Piada mau contada</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 20:02:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A comÃ©dia no Brasil estÃ¡ na UTI. JÃ¡ faz alguns anos que nÃ£o encontramos alguÃ©m realmente original dentro desta categoria. Ainda vivemos do humor pastelÃ£o e sem muita inteligÃªncia praticados por programas televisivos como Zorra Total ou A PraÃ§a Ã© Nossa. Coisa feita para o povÃ£o, sem muita ousadia ou profundidade. VocÃª pode atÃ© afirmar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A comÃ©dia no Brasil estÃ¡ na UTI. JÃ¡ faz alguns anos que nÃ£o encontramos alguÃ©m realmente original dentro desta categoria. Ainda vivemos do humor pastelÃ£o e sem muita inteligÃªncia praticados por programas televisivos como <strong>Zorra Total</strong> ou <strong>A PraÃ§a Ã© Nossa</strong>. Coisa feita para o povÃ£o, sem muita ousadia ou profundidade. VocÃª pode atÃ© afirmar que humor nÃ£o precisa possuir muita inteligÃªncia e isso se torna verdade em lugares onde a populaÃ§Ã£o tambÃ©m nÃ£o possui muita inteligÃªncia. Ainda vivemos a mesma fÃ³rmula utilizada pelos <strong>TrapalhÃµes</strong>, sÃ³ que eles faziam isso de maneira mais bacana.</p>
<p>O <strong>PÃ¢nico na TV</strong> tentou revigorar a comÃ©dia na TV e atÃ© conseguiu por algum tempo, mas agora o programa estÃ¡ indo ladeira abaixo e aposta apenas em mulheres gostosas e escatologia extrema. Que descanse em paz. A polÃªmica da vez, entretanto, Ã© o comediante <strong>Rafinha Bastos</strong>, que faz parte do quadro do programa <strong>CQC</strong> da Rede <strong>Bandeirantes</strong>. O homem que jÃ¡ foi classificado como mais influente do <strong>Twitter </strong>(embora eu nÃ£o saiba quais foram os critÃ©rios utilizados para isto) se envolve em uma polÃªmica atrÃ¡s da outra. A Ãºltima foi em relaÃ§Ã£o a cantora (?!?) <strong>Vanessa Camargo</strong>. Durante um dos programas ele afirmou que comeria ela e a crianÃ§a que estÃ¡ esperando. Tudo bem que a piada foi de mau gosto, mas gerou tanta polÃªmica que virou atÃ© motivo de gozaÃ§Ã£o na internet. Eu achei apenas uma coisa boba. Mais grave foi a afirmaÃ§Ã£o que o mesmo <strong>Rafinha</strong> fez no <strong>twitter </strong>onde dizia que mulher feia tinha que agradecer quando era estuprada. Ou seja, Ã© apenas um ser acÃ©falo que pensa ser comediante.</p>
<p>Parte de todo o problema Ã© que tem um monte de pretensos comediantes querendo importar o jeito americano de fazer graÃ§a. O tal do <strong>Stand-Up</strong> feito por brasileiros Ã© tÃ£o interessante quanto ficar em uma sala de espera de dentista. Ou seja, um sofrimento. O primeiro obstÃ¡culo para a prÃ¡tica dar certo no Brasil Ã© a nossa maldita fase do politicamente correto ao extremo. Assistir um <strong>Stand-up</strong> americano Ã© estar preparado para uma sessÃ£o de destruiÃ§Ã£o total. Nada Ã© perdoado. ComeÃ§a no Presidente da RepÃºblica e termina na religiÃ£o. Se isso acontece no Brasil a quantidade de processos que iria existir tornaria inviÃ¡vel qualquer espetÃ¡culo. Estava assistindo ao DVD do <strong>Jeff Dunhan</strong>, intitulado <strong>Spark of Insanity</strong>, e do comeÃ§o ao fim o que vemos Ã© um massacre sobre o Estilo de Vida Americano e contra atÃ© o patrocinador do comediante. Mas, aqui entra um ponto importante. Tudo Ã© feito com classe, pegando no pÃ© dos costumes e atitudes do povo americano que atÃ© eles admitem serem engraÃ§ados. Resultado: a platÃ©ia literalmente chora de rir. Fico imaginando aqui alguÃ©m zoando com nordestinos ou com qualquer outro grupo. Teria vÃ¡rias organizaÃ§Ãµes nÃ£o governamentais e Ã³rgÃ£os do governo processando o indivÃ­duo.</p>
<p>EntÃ£o isso quer dizer que comediante pode fazer qualquer coisa? Claro que nÃ£o, mas um dos papeis deste artista Ã© ser um crÃ­tico de nossa sociedade. Material humano para uma grande grade de gozaÃ§Ãµes Ã© o que nÃ£o nos falta. Ã‰ sÃ³ ficar atento ao que rola em BrasÃ­lia ou qualquer outro centro polÃ­tico de nosso paÃ­s. O prÃ³prio povo brasileiro, moralista e certinho (apenas na superfÃ­cie), seria motivo para vÃ¡rios shows <strong>stand-up</strong>. Mas, preferimos ficar nas velhas piadas de portuguÃªs, gaÃºchos e comentÃ¡rios imprÃ³prios sobre celebridades. Mas, quem sabe, um dia chegamos lÃ¡. Um dia nossa comÃ©dia vai ser realmente inteligente e terÃ¡ um papel importante na crÃ­tica social. NÃ£o custa ter esperanÃ§as.</p>
<p><a href="http://lorenti.org/wp-content/2011/10/jeff_dunham.jpg" rel="lightbox[1704]" title="jeff_dunham"><img class="aligncenter size-full wp-image-1705" title="jeff_dunham" src="http://lorenti.org/wp-content/2011/10/jeff_dunham.jpg" alt="" width="601" height="343" /></a></p>
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		<title>O Atirador de Realengo e a mÃ­dia</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 18:27:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa Ãºltima semana a internet e a mÃ­dia convencional foram invadidas por textos e reportagens sobre o Atirador de Realengo (sim, essa Ã© a maneira que o indivÃ­duo ficou conhecido). Para quem nÃ£o sabe (ou foi abduzido por alienÃ­genas), o indivÃ­duo entrou armado em uma escola do Rio de Janeiro e efetivou dezenas de disparos contra as crianÃ§as. Saldo dessa iniciativa: 12 mortos e vÃ¡rios feridos. Concordo que essa Ã© uma grande notÃ­cia. Afinal de contas, nÃ£o Ã© sempre que uma coisa como essa acontece. Mas, no Brasil essas coisas tomam proporÃ§Ãµes grotescas.</p>
<p>A primeira coisa que notamos Ã© que os profissionais de imprensa no Brasil nÃ£o estÃ£o preparados para algo do tipo. Quando aconteceu toda aquela discussÃ£o sobre a nÃ£o obrigatoriedade do diploma de jornalismo eu atÃ© fiquei do lado dos profissionais que tinham que fazer a faculdade. PorÃ©m, o que vimos na televisÃ£o foram prÃ¡ticas que nÃ£o necessitam de faculdade. Sensacionalismo e exploraÃ§Ã£o absurda do sofrimento das pessoas. Que fique claro que enfiar um microfone no rosto de uma mÃ£e chorando porque perdeu o filho e perguntar como ela estÃ¡ se sentindo Ã©, no mÃ­nimo, canalhice. Eu esperava isso do programa do Datena ou da Sonia AbrÃ£o, mas foi praticado por quase 100% dos canais e programas. AgÃ¼entar o FantÃ¡stico de domingo foi um suplÃ­cio.</p>
<p>PorÃ©m, o pior de tudo sÃ£o os pseudo especialistas querendo encontrar desculpas para o que aconteceu. A culpa agora Ã© dos games, da religiÃ£o, do bulling ou da novela das 8. O que mais vemos como manchetes sÃ£o que o atirador gostava de games violentos. Que ele era fanÃ¡tico religioso ou atÃ© que era incompreendido. Uma novidade para vocÃªs meus amigos. Centenas de pessoas sÃ£o assim no mundo e nem por isso saem de casa armados para praticar violÃªncia. E por fim, a cereja do bolo, Ã© que nosso querido Senador JosÃ© Sarney quer outro plebiscito do desarmamento. AlguÃ©m, por favor, diga ao Sr. Senador que essa Ã© uma atitude de quem quer se aproveitar da situaÃ§Ã£o para se promover e que bandido e maluco nÃ£o compra arma nas lojas credenciadas. E que essas lojas nem vendem metralhadoras, principais armas dos bandidos organizados no Brasil.</p>
<p>O Atirador de Realengo era um rapaz desajustado, com problemas mesmo. Um psicopata covarde, pois se tivesse coragem tinha entrado atirando em uma delegacia. SÃ³ isso. Deixem de florear a coisa e faÃ§am um trabalho jornalÃ­stico sensato e competente. O pÃºblico agradece.</p>
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		<title>Natal &#8211; Ficando sem gra&#231;a?</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Dec 2010 20:21:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
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		<category><![CDATA[MÃºsica]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais um Natal veio e passou. Estou ficando extremamente desanimado com o Natal, uma das Ã©pocas que mais gostava do ano. E digo isso nÃ£o somente por conta da falta de boa vontade entre os homens, mas porque a CivilizaÃ§Ã£o Ocidental estÃ¡ pouco ligando para a coisa como um todo. Digo que gostava da Ã©poca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um Natal veio e passou. Estou ficando extremamente desanimado com o Natal, uma das Ã©pocas que mais gostava do ano. E digo isso nÃ£o somente por conta da falta de boa vontade entre os homens, mas porque a CivilizaÃ§Ã£o Ocidental estÃ¡ pouco ligando para a coisa como um todo. Digo que gostava da Ã©poca porque significava alguma coisa. Amor, igualdade e solidariedade. Curtia as mÃºsicas, os filmes e tudo mais que envolvia a comemoraÃ§Ã£o.</p>
<p>Hoje em dia as mÃºsicas sÃ£o uma droga, os filmes caÃ­ram ladeira abaixo e sÃ³ nos lembramos da coisa como uma data para comer e comprar. Ou seja, deprimente. Espero que muitos ainda guardem um pouco do real significado em seus coraÃ§Ãµes. Que muitos ainda pratiquem o ideal que a data deveria representar. De mais, agradeÃ§o aos amigos que apareceram durante este ano e que comemoram a data comigo. </p>
<p>Para vocÃªs que ainda guardam alguma emoÃ§Ã£o verdadeira nesse dia 25 de dezembro, aqui vai um clipe muito bacana da <b>Trans-Siberian Orchestra</b>, o meu tema oficial de Natal.</p>
<p> <object width="500" height="400"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wQNirj6lbGY?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/wQNirj6lbGY?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="400"></embed></object></p>
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		<title>Iron Maiden &#8211; Flight 666</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 23:32:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
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		<category><![CDATA[DVD]]></category>
		<category><![CDATA[Fim dos Tempos]]></category>
		<category><![CDATA[Heavy Metal]]></category>
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		<description><![CDATA[Estou cada vez mais chegando a conclusÃ£o que o Iron Maiden estÃ¡ mais mercenÃ¡rio do que o Kiss, afinal de contas, ganhar grana Ã© necessÃ¡rio. Se bem que a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith para a banda nÃ£o poderia ser vista de forma diferente. Mas, pelo menos agora os solos das mÃºsicas antigas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou cada vez mais chegando a conclusÃ£o que o<strong> Iron Maiden</strong> estÃ¡ mais mercenÃ¡rio do que o <strong>Kiss</strong>, afinal de contas, ganhar grana Ã© necessÃ¡rio. Se bem que a volta de <strong>Bruce Dickinson</strong> e <strong>Adrian Smith</strong> para a banda nÃ£o poderia ser vista de forma diferente. Mas, pelo menos agora os solos das mÃºsicas antigas sÃ£o tocados de maneira competente.</p>
<p>Assumindo de vez sua vertente mercadolÃ³gica, a banda iniciou uma enorme turnÃª mundial intitulada <strong>Somewhere Back in Time</strong>, onde o objetivo (alÃ©m de faturar) Ã© relembrar os sucessos da fase mais criativa dos membros do grupo. Tudo que foi produzido atÃ© o Ã¡lbum <strong>Fear of the Dark</strong> (1992) entrou nessa nova turnÃª que jÃ¡ rendeu uma <a href="http://lorenti.org/2008/06/20/iron-maiden-somewhere-back-in-time/">coletÃ¢nea lanÃ§ada ano passado</a> e agora tambÃ©m virou um documentÃ¡rio sobre a experiÃªncia. Muitos estÃ£o chamando essa de a maior turnÃª da histÃ³ria do <strong>Rock</strong>. O documentÃ¡rio, intitulado <strong>Flight 666</strong>, registrou 45 dias da turnÃª com direito a bastidores, shows, entrevistas e  toda a loucura dos fÃ£s. Foram 70 mil quilÃ´metros, 13 paÃ­ses, mais de meio milhÃ£o de espectadores, e tudo isso usando como meio de transporte o <a href="http://lorenti.org/2008/01/01/voando-para-o-brasil/">aviÃ£o da banda pilotado pelo prÃ³prio Bruce Dickinson</a>.</p>
<p><img src="http://lh5.ggpht.com/_FrkvLzHxqPM/SqWZbhhl_TI/AAAAAAAAEZo/jBPh2-EZkjg/s800/iron%20maiden.jpg" /></p>
<p>Ã“bvio que esse documentÃ¡rio tambÃ©m rendeu uma trilha sonora ao vivo, que tenho agora em minhas mÃ£os. O disco Ã© duplo e possui 16 musicas que compreendem o que foi criado pela banda entre os anos de 1980 e 1992. Encontramos aqui clÃ¡ssicos como <em>Aces High</em>, <em>Revelations</em>, <em>Rime of the Anciente Mariner</em> (a melhor mÃºsica jÃ¡ feita com o rÃ³tulo<strong> heavy metal</strong>), <em>Run to the Hills</em>, <em>Fear of the Dark</em>, e muitas outras. O disco Ã© divertido e nos lembra de um tempo que nÃ£o volta mais, mas nem por isso Ã© perfeito. Odeio a equalizaÃ§Ã£o que estÃ¡ sendo empregada nos shows atuais da banda. Tudo fica muito estridente e sem personalidade. Outro problema Ã© que a atual fase serelepe de<strong> Bruce</strong> no palco estÃ¡ comprometendo sua capacidade vocal. Os caras nÃ£o sÃ£o mais moleques e, em minha opiniÃ£o, Ã© melhor cantar do que ficar pulando. </p>
<p>No mais, faltaram algumas mÃºsicas bacanas e outras nem tanto acabam entrando na seleÃ§Ã£o. <em>The Clairvoyant</em> Ã© uma mÃºsica apenas mediana, enquanto <em>Bring Your Daughter&#8230; to the Slaughter</em> (embora com letra boba) Ã© uma composiÃ§Ã£o que fica Ã³tima ao vivo, assim como <em>Holy Smoke</em>. E como assim nÃ£o tem <em>Sanctuary</em> no final?  Outro aspecto negativo desse CD Ã© que assim que comeÃ§a a tocar<em> Churchill&#8217;s Speech</em> e em seguida entra a <em>Aces High</em> vocÃª imediatamente tira o disco do aparelho de som e coloca para tocar o <a href="http://lorenti.org/2007/03/18/live-afther-death/">Live After Death</a>, esse sim um puta disco ao vivo. </p>
<p>Mesmo com todos esses pequenos defeitos, um fÃ£ da banda tem que ter esse novo lanÃ§amento. Acaba se tornando uma obrigaÃ§Ã£o, mas Ã© um disco que vale a pena. Principalmente para quem nÃ£o conheceu a banda em seus tempos Ã¡ureos.</p>
<p>Para quem se interessou Ã© sÃ³ <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/21544284/cd+flight+666:+the+original+soundtrack-+duplo/?franq=178798">comprar o CD no Submarino</a>, que estÃ¡ apresentando um preÃ§o muito bom.</p>
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		<title>Notebook do Professor: Novas polÃ­ticas, velhos erros</title>
		<link>http://lorenti.org/2009/05/26/notebook-do-professor-novas-politicas-velhos-erros/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 13:01:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[DivagaÃ§Ãµes]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Estado de SÃ£o Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Professores]]></category>

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		<description><![CDATA[Ano passado, quando o Governo do Estado de SÃ£o Paulo anunciou que iria subsidiar a aquisiÃ§Ã£o de notebooks para professores em 24 parcelas sem juros, pensei que era uma Ã³tima idÃ©ia. O professor teria acesso a um equipamento que se tornaria uma Ã³tima ferramenta para o aperfeiÃ§oamento da formaÃ§Ã£o de seu aluno. Segundo minha mente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ano passado, quando o Governo do Estado de SÃ£o Paulo anunciou que iria subsidiar a aquisiÃ§Ã£o de notebooks para professores em 24 parcelas sem juros, pensei que era uma Ã³tima idÃ©ia. O professor teria acesso a um equipamento que se tornaria uma Ã³tima ferramenta para o aperfeiÃ§oamento da formaÃ§Ã£o de seu aluno. Segundo minha mente utÃ³pica, o prÃ³ximo passo seria a instalaÃ§Ã£o de redes wireless em todas as escolas, possibilitando que o docente acesse a internet para mostrar algum exemplo ou responder alguma dÃºvida mais complexa durante a aula. Mas, apÃ³s a chegada dos primeiros computadores aqui na escola tive que voltar a crua realidade. A maioria dos professores nÃ£o estÃ¡ preparada para encarar a educaÃ§Ã£o como uma atividade sÃ©ria.</p>
<p>O primeiro ponto Ã© a questÃ£o do equipamento. Cada mÃ¡quina estÃ¡ saindo por R$ 1700,00 (aproximadamente) divididas em 24 vezes sem juros pelo banco Nossa Caixa. As configuraÃ§Ãµes sÃ£o Ã³timas, proporcionando uma mÃ¡quina rÃ¡pida, mesmo rodando o Windows Vista.  As primeiras 10 mil mÃ¡quinas que foram entregues sÃ£o da linha antiga da Positivo, com o acabamento em Black Piano. Provavelmente uma raspa do antigo estoque. As prÃ³ximas que chegaram jÃ¡ eram da linha nova que estÃ¡ Ã  venda atualmente nas lojas. JÃ¡ comeÃ§ou um choro porque uns sÃ£o mais bonitos que os outros. </p>
<p>Logo depois, o pessoal comeÃ§ou a reclamar que o preÃ§o estava muito alto e que era possÃ­vel encontrar equipamentos nas grandes lojas pelo mesmo preÃ§o. NinguÃ©m coloca na balanÃ§a que as grandes lojas nÃ£o dividem o computador em 24 vezes sem juros e que o sistema operacional Ã© o Linux e nÃ£o o Windows Vista Home original. As pessoas que deveriam ensinar valores para nossas crianÃ§as nÃ£o conseguem identificar que o sistema operacional Ã© um produto e possuÃ­ um valor de mercado. </p>
<p>E por Ãºltimo, e muito mais grave, Ã© que poucos (eu diria em torno de 10%) entenderam que aquilo que o governo estava propiciando para eles Ã© uma ferramenta para o ensino e nÃ£o apenas mais um brinquedo. Alguns deram o computador para os filhos acessarem o Orkut (achei isso o mÃ¡ximo da falta de noÃ§Ã£o) e outros (pasmem) venderam o equipamento para terceiros, transformando a transaÃ§Ã£o em um emprÃ©stimo. SÃ£o essas coisas que me trazem vergonha em trabalhar em uma escola.</p>
<p>Mas, o problema Ã© muito mais profundo. De um lado temos professores que enxergam a educaÃ§Ã£o apenas como mais uma atividade chata e mal remunerada. Infelizmente, meus amigos, para ensinar tem que ter um pouco de idealismo. Afinal de contas, a formaÃ§Ã£o de mentes jovens estÃ£o em suas mÃ£os. Ser um mau professor Ã© ser um assassino de mentes. Depois nÃ£o adianta ficar reclamando que os alunos nÃ£o tem educaÃ§Ã£o. Parte da culpa Ã© sua, que nÃ£o tem preparo para lidar com eles. Talvez esses sejam os primeiros reflexos das pÃ©ssimas Universidades particulares que formam docentes em regime de linha de produÃ§Ã£o. JÃ¡ visitei algumas dessas Universidades e o que vi me deu nojo.</p>
<p>Do outro lado temos as polÃ­ticas ridÃ­culas do governo do estado. Um amigo jÃ¡ me disse que o Estado sempre tem duas opÃ§Ãµes: a certa e a errada. Por incrÃ­vel que pareÃ§a, ele sempre escolhe  a errada. Oferecer tecnologia para os professores Ã© como dar um carro para uma crianÃ§a de 10 anos. Ela nÃ£o tem a mÃ­nima idÃ©ia do que fazer com aquilo e em algum momento vai dar merda. Essa Ã© a idÃ©ia distorcida dos nossos governantes sobre a tal inclusÃ£o digital. O notebook deveria vir amarrado a um rÃ­gido programa de capacitaÃ§Ã£o. Vamos financiar a mÃ¡quina, mas o professor tem que se comprometer a tornar-se um profissional melhor. Alguns aqui nÃ£o sabiam nem ligar o computador. Como esse professor vai se utilizar da ferramenta para ensinar se nem ele sabe o que fazer??</p>
<p>Problemas normais em nossa rede de ensino. Muito equipamento e boas oportunidades sem a menor noÃ§Ã£o de como usÃ¡-los. A impressÃ£o que temos Ã© que a Secretaria de EducaÃ§Ã£o faz isso de propÃ³sito para manter a grande massa burra e os professores alienados. Se bem que eu nÃ£o duvidaria disso.</p>
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		<title>Ronaldo Fenomeno e os Pararazzi</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 02:45:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[DivagaÃ§Ãµes]]></category>
		<category><![CDATA[Corinthians]]></category>
		<category><![CDATA[FenÃ´meno]]></category>
		<category><![CDATA[Ronaldo]]></category>

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		<description><![CDATA[Nessa semana a cidade aqui estÃ¡ animada. O time do Corinthians estÃ¡ hospedado na cidade para a realizaÃ§Ã£o de dois jogos. O primeiro aconteceu na quarta-feira passada, mas o clÃ¡ssico vai ser contra o Palmeiras. Com certeza Ã© um evento de proporÃ§Ãµes gigantescas para a regiÃ£o, mas o que mais chama a atenÃ§Ã£o Ã© a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa semana a cidade aqui estÃ¡ animada. O time do <strong>Corinthians</strong> estÃ¡ hospedado na cidade para a realizaÃ§Ã£o de dois jogos. O primeiro aconteceu na quarta-feira passada, mas o clÃ¡ssico vai ser contra o <strong>Palmeiras</strong>. Com certeza Ã© um evento de proporÃ§Ãµes gigantescas para a regiÃ£o, mas o que mais chama a atenÃ§Ã£o Ã© a presenÃ§a do jogador <strong>Ronaldo FenÃ´meno</strong>.</p>
<p>Por conta disso, um fato muito estranho aconteceu comigo hoje. O celular tocou e me vi falando com a mulher que tem a voz mais sexy que ouvi em minha vida. PorÃ©m, o diÃ¡logo foi muito estranho.</p>
<p>Celular toca</p>
<p><strong>gilson</strong> &#8211; AlÃ´.<br />
<strong>voz sexy</strong> &#8211; olÃ¡, Ã© o gilson que estÃ¡ falando?<br />
<strong>gilson</strong> &#8211; sim, sou eu mesmo.<br />
<strong>voz sexy</strong> &#8211; vocÃª Ã© fotÃ³grafo em Prudente?<br />
<strong>gilson </strong>- sim, sobre o que se trata?<br />
<strong>voz sexy</strong> &#8211; por acaso vocÃª conhece o fotÃ³grafo paparazzo que estÃ¡ seguindo o <strong>Ronaldo FenÃ´meno</strong>?<br />
<strong>gilson</strong> &#8211; &#8230;hÃ£?<br />
<strong>voz sexy</strong> &#8211; o fÃ³tÃ³grafo que estÃ¡ seguindo o Ronaldo em Prudente.<br />
<strong>gilson</strong> &#8211; olha, aqui na regiÃ£o nÃ£o existe isso. Deve ser alguÃ©m dos jornais locais ou alguÃ©m que veio de fora.<br />
<strong>voz sexy </strong>- ah tÃ¡. EntÃ£o obrigada.</p>
<p>Sinceramente, essa foi a coisa mais psicodÃ©lica que me aconteceu nos Ãºltimos meses. Depois do ocorrido fiquei sabendo que o dito fenÃ´meno foi <a href="http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2009/02/27/ult59u189355.jhtm">multado em R$ 100 mil reais </a>pelo <strong>Corinthians</strong> por ter passado a noite de ontem na farra. Pensando nas opÃ§Ãµes que um cara como ele teria aqui na regiÃ£o cheguei a algumas possibilidades.</p>
<p>1Âº &#8211; Ele passou a noite na boate de <em>Streeper</em> chamada <a href="http://www.popsdrink.com.br">POP&#8217;s</a>;<br />
2Âº &#8211; Ele foi ordenhar alguma vaca (aqui tem muito disso);<br />
3Âº &#8211; Passou a noite observando as estrelas em algum pasto;<br />
4Âº &#8211; Foi comer torresminho no <strong>ZÃ© Porquinho</strong> (tambÃ©m conhecido como <strong>Little Pig&#8217;s Joe</strong>)<br />
5Âº &#8211; Foi bater um papo com os <strong>travecos</strong> na Rua Ruy Barbosa (ui);</p>
<p>Qualquer uma das Ã³timas opÃ§Ãµes que estavam a disposiÃ§Ã£o dele sÃ£o igualmente sacais. Agora fiquei curioso para saber o que esse fotÃ³grafo registrou.</p>
<p>P.S. -<a href="http://blogdopaulinho.wordpress.com/2009/02/27/ronaldo-andres-sanches-e-antonio-carlos-estiveram-na-casa-da-noite-eterna/"> JÃ¡ tem gente escrevendo sobre o que teria rolado nessa noite</a>.</p>
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		<title>Odeio a humanidade</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Feb 2009 22:14:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[DivagaÃ§Ãµes]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Nossa Caixa]]></category>

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		<description><![CDATA[Que odeio gente Ã© uma coisa notÃ³ria. Ainda nÃ£o consegui encontrar uma aglomeraÃ§Ã£o de pessoas que nÃ£o me desse nos nervos. E nÃ£o estou falando isso porque sou uma pessoa mÃ¡. Passo o mÃªs inteiro me levando a acreditar que a humanidade tem jeito, que o ser humano nÃ£o Ã© estÃºpido por natureza e que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que odeio gente Ã© uma coisa notÃ³ria. Ainda nÃ£o consegui encontrar uma aglomeraÃ§Ã£o de pessoas que nÃ£o me desse nos nervos. E nÃ£o estou falando isso porque sou uma pessoa mÃ¡. Passo o mÃªs inteiro me levando a acreditar que a humanidade tem jeito, que o ser humano nÃ£o Ã© estÃºpido por natureza e que um dia todos vÃ£o para o cÃ©u, mas tudo vai por Ã¡gua a baixo quando tenho que ir ao banco. Mas, boa parte da culpa Ã© minha tambÃ©m. Sempre me prometo que vou ao banco durante o mÃªs para colocar todas minhas contas em dÃ©bito automÃ¡tico, mas a besta aqui nunca se meche e todo dia de pagamento Ã© a mesma coisa.</p>
<p>PorÃ©m, parte do problema Ã© ser FuncionÃ¡rio PÃºblico e estar preso a um banco horrÃ­vel. O Estado de SÃ£o Paulo obriga a todos os seus funcionÃ¡rios a receberem pela <strong>Nossa Caixa</strong>, que perde apenas para o <strong>Banco do Brasil</strong> no quesito atendimento ordinÃ¡rio. Embora existam vÃ¡rias agÃªncias na cidade, somente uma concentra quase todos os correntistas do Estado. Se precisar de um atendimento personalizado Ã© melhor se preparar para passar o dia na fila. AtÃ© para acessar o caixa eletrÃ´nico na entrada do banco a fila Ã© quilomÃ©trica. E tudo fica um pouco pior com a ignorÃ¢ncia do ser humano. Sinceramente, 80% das pessoas ainda nÃ£o sacaram como operar um caixa eletrÃ´nico. VÃ¡rias operaÃ§Ãµes sÃ£o perdidas por conta de tempo limite excedido. Outra coisa que nÃ£o entendo Ã© porque certas pessoas precisam tirar um extrato completo a cada conta que pagam (e isso observei vÃ¡rias vezes). Para piorar, as pessoas desconhecem o uso da internet. Qual a vantagem de ficar 1 hora na fila de um caixa eletrÃ´nico apenas para tirar um extrato? </p>
<p>Os aposentados sÃ£o outro fator complicante. NÃ£o que eles nÃ£o tenham o direito de ir ao banco, mas a porcaria da instituiÃ§Ã£o financeira nÃ£o disponibiliza um caixa eletrÃ´nico preferencial para eles. Ou seja, temos vÃ¡rios aposentados que nÃ£o sabem como usar o equipamento espalhados em todas as filas e apenas uma funcionÃ¡ria do banco para ajudar a todos eles. Junte a tudo isso um sistema bancÃ¡rio extremamente lento e um ar condicionado desligado. Depois as pessoas ficam se perguntando porque indivÃ­duos armados abrem fogo em pÃºblico. Mas, agora passou. Ã‰ sÃ³ preparar a calma para o mÃªs que vem.</p>
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		<title>Israel, Palestina e Zohan</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 23:06:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[DivagaÃ§Ãµes]]></category>
		<category><![CDATA[Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente MÃ©dio]]></category>
		<category><![CDATA[Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[Zohan]]></category>

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		<description><![CDATA[Algum tempo atrÃ¡s meu amigo Bion me convidou para uma blogagem coletiva pedindo o fim da violÃªncia contra os palestinos na Faixa de Gaza. Enquanto pensava sobre esse texto, tambÃ©m tive a oportunidade de assistir ao filme Zohan &#8211; O agente bom de corte (You Don&#8217;t Mess with the Zohan, 2008), onde Adam Sandler interpreta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://lh5.ggpht.com/_FrkvLzHxqPM/SWp8Tw2HG2I/AAAAAAAADLA/vuogYWCYRpA/s400/zohan.jpg" /></div>
<p>Algum tempo atrÃ¡s meu amigo <a href="http://bionrj.blogspot.com/">Bion</a> me convidou para uma <a href="http://bionrj.blogspot.com/2009/01/blogagem-coletiva.html">blogagem coletiva</a> pedindo o fim da violÃªncia contra os palestinos na <strong>Faixa de Gaza</strong>. Enquanto pensava sobre esse texto, tambÃ©m tive a oportunidade de assistir ao filme <strong>Zohan &#8211; O agente bom de corte</strong> (<strong>You Don&#8217;t Mess with the Zohan</strong>, 2008), onde <strong>Adam Sandler</strong> interpreta o agente contra-terrorista <strong>Zohan</strong>, que estÃ¡ cansado da violÃªncia da guerra e sÃ³ quer ir para a AmÃ©rica e se tornar cabeleireiro. O filme Ã© mediano e exagerado em algumas partes, mas trÃ¡s um pensamento interessante na sua moral. Que merda Ã© essa que acontece no Oriente MÃ©dio?</p>
<p>Para quem nÃ£o conhece a histÃ³ria da coisa, depois da <strong>2Âº Guerra Mundial</strong>, os paÃ­ses europeus, reunidos na recÃ©m criada AssemblÃ©ia da ONU, se sentiram culpados por sÃ©culos de perseguiÃ§Ã£o contra os judeus que culminou na <strong>SoluÃ§Ã£o Final</strong> dos <strong>Nazistas</strong> nos campos de concentraÃ§Ã£o. Para consertar essa grande injustiÃ§a, e seguindo o modo bizarro de pensar ocidental, eles resolveram fazer outra injustiÃ§a. Criaram um paÃ­s para os judeus no centro de um territÃ³rio Ã¡rabe onde os moradores originais nÃ£o ficaram muito felizes com essa histÃ³ria. Logo apÃ³s a criaÃ§Ã£o do novo paÃ­s, o inevitÃ¡vel aconteceu. Israel foi invadida e sÃ³ se segurou por conta do apoio bÃ©lico dos Estados Unidos e de outros paÃ­ses que acharam interessante ter um territÃ³rio democrÃ¡tico que o apoiasse naquela regiÃ£o.</p>
<p>Depois dos primeiros ataques, Israel manteve seu territÃ³rio e ainda invadiu novas Ã¡reas, que sÃ£o os objetos de discÃ³rdia nos dias atuais. Depois desse rocambole geopolÃ­tico eu me pergunto se existe maneira de apaziguar os Ã¢nimos nos dois lados. Os palestinos tÃªm direito de reclamar seus direitos, assim como gerenciar de maneira autÃ´noma seus territÃ³rios. Por outro lado, Israel nÃ£o vai desaparecer e nos Ãºltimos anos tem conferido concessÃµes aos palestinos que pareceriam impossÃ­veis uma dÃ©cada atrÃ¡s. Acordos de paz foram assinados, colonos judeus foram realocados e o conflito continua igual. A que se deve isso? Radicalismos existentes dos dois lados, mas digo que de maneira mais fanÃ¡tica do lado dos palestinos.</p>
<p>Antes que me joguem pedras e me acusem de apoiar o massacre das populaÃ§Ãµes civis, digo que sou absolutamente contra isso tudo. Mas, como pode uma potÃªncia militar aceitar ser atacada diariamente por mÃ­sseis vindos do paÃ­s vizinho? Existe o argumento que sÃ£o mÃ­sseis de pouco alcance e com poder destrutivo limitado, mas ainda assim causam mortes. Se a situaÃ§Ã£o fosse com um de nossos vizinhos, o Paraguai por exemplo, a populaÃ§Ã£o inteira do Brasil iria exigir a aniquilaÃ§Ã£o dos terroristas e tudo isso com apoio da mÃ­dia. O que torna a situaÃ§Ã£o dos palestinos mais grave Ã© o aparente apoio velado (nunca assumido) do governo aos atos terroristas. </p>
<p>Israel tem o direito de extirpar Ã s ameaÃ§as ao seu territÃ³rio? Sim. Os civis palestinos devem ser protegidos dos ataques militares? Sim. Existe algum inocente nessa histÃ³ria? NÃ£o. Os dois lados sÃ£o culpados por seus extremismos, mas temos que admitir que Israel foi o lado que mais cedeu atÃ© agora. Cabe aos palestinos darem um fim a suas milÃ­cias armadas e se forÃ§arem a viver em paz com os israelenses. SÃ³ assim o processo de autonomia da regiÃ£o vai se consolidar e os acordos de paz vÃ£o ser seguidos.</p>
<p>P.S. &#8211; A histÃ³ria da formaÃ§Ã£o do Estado de Israel Ã© muito mais complicada do que o mostrado aqui. Para ver como a coisa Ã© mais maluca do que aparenta Ã© sÃ³ dar uma olhada no verbete da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Israel">Wikipedia</a>.</p>
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		<title>Classe Social nÃ£o existe mais</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 15:40:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[DivagaÃ§Ãµes]]></category>
		<category><![CDATA[Centro Paula Souza]]></category>
		<category><![CDATA[Classe Social]]></category>
		<category><![CDATA[Individualismo]]></category>
		<category><![CDATA[Sindicalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns meses atrÃ¡s, o Centro Paula Souza, entidade que gerencia o ensino tÃ©cnico de nÃ­vel mÃ©dio e superior no estado de SÃ£o Paulo, anunciou, depois de vÃ¡rios anos de enrolaÃ§Ã£o, o seu tÃ£o falado Plano de Carreira para o funcionalismo. Tudo bem que a proposta sÃ³ saiu para esvaziar uma greve que ameaÃ§ava parar todas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns meses atrÃ¡s, o <strong>Centro Paula Souza,</strong> entidade que gerencia o ensino tÃ©cnico de nÃ­vel mÃ©dio e superior no estado de SÃ£o Paulo, anunciou, depois de vÃ¡rios anos de enrolaÃ§Ã£o, o seu tÃ£o falado <strong>Plano de Carreira</strong> para o funcionalismo. Tudo bem que a proposta sÃ³ saiu para esvaziar uma greve que ameaÃ§ava parar todas as unidades da autarquia, mas alguns acharam a proposta interessante e outros acharam horrÃ­vel.</p>
<p>PorÃ©m, o que me leva a escrever esse texto Ã© um desabafo que encontrei em um dos jornais sindicais dos funcionÃ¡rios do Centro. Antes do plano de carreira existia o cargo de <strong>Oficial Administrativo</strong>, um tipo de <strong>SecretÃ¡rio de Escola</strong>, e que passou a se chamar <strong>Auxiliar Administrativo</strong>. Achei a mudanÃ§a interessante, pois a palavra <strong>Oficial</strong> sempre me pareceu um resquÃ­cio da ditadura militar. PorÃ©m, um outro cargo chamado <strong>Atendente de Classe</strong>, que seria o equivalente ao <strong>Inspetor de Alunos</strong> da <strong>Secretaria de EducaÃ§Ã£o</strong>, tambÃ©m foi enquadrado como <strong>Auxiliar Administrativo</strong>. Atividades diferentes, mas que visam o suporte a atividade de ensino e aprendizagem em nÃ­veis diferentes e igualmente importantes. Pelo menos eu entendo dessa maneira.</p>
<p>No referido jornal sindical, que nÃ£o vou citar para nÃ£o ficar feio, um ex-<strong>Oficial Administrativo</strong> estava se queixando que sua categoria foi rebaixada pelo fato de agora serem Auxiliares e de que os antigos<strong> Atendentes de Classe</strong> (que ganhavam menos) terem sido elevados ao mesmo nÃ­vel deles. Se bem entendi, o individuo nÃ£o estava protestando contra o fato de que o <strong>Plano de Carreira</strong> foi uma bomba e de que a luta por melhores condiÃ§Ãµes de trabalho e remuneraÃ§Ã£o deveria continuar. Ele estava protestando contra o fato de que agora ele vai ter que tratar como igual alguÃ©m que, para ele, era inferior na escala administrativa. Sou sÃ³ eu ou alguÃ©m mais achou isso ridÃ­culo?</p>
<p>Claro que os argumentos que ele colocou foram da escolaridade. O Ãºltimo concurso para essas funÃ§Ãµes aconteceram hÃ¡ 10 anos. Nessa Ã©poca o <strong>Oficial Administrativo</strong> deveria ter o <strong>Segundo Grau</strong> completo (atual <strong>Ensino MÃ©dio</strong>) e o <strong>Atendente de Classe</strong> apenas o <strong>Primeiro Grau</strong> (atual <strong>Ensino Fundamental</strong>). Em certo momento do texto ele pergunta se os antigos Atendentes vÃ£o ter competÃªncia para executar o serviÃ§o dele. Como se digitar cadastros de alunos e fazer arquivamento de pastas fosse a coisa mais difÃ­cil do mundo. Claro que nÃ£o entro no mÃ©rito das competÃªncias, mas no fato do protesto ser apenas focado no individualismo e na depreciaÃ§Ã£o do outro. Em nenhum momento foi defendido o funcionalismo como um todo. E isso, em um veiculo de comunicaÃ§Ã£o sindical, deveria ser regra.</p>
<p>Fico imaginando o que os primeiros <strong>Movimentos Sindicalistas</strong>, que conseguiram conquistas a base de lutas, sacrifÃ­cios e sangue, pensariam desse individuo. Penso mais longe ainda. <strong>Marx </strong>(aquele barbudo que a galera sÃ³ volta a ler em tempos de crise do capitalismo) quando escreveu o <strong>Capital</strong> e pensou em seu <strong>Manifesto Comunista</strong>, crivou a noÃ§Ã£o de que uma classe Ã© formada por indivÃ­duos com os mesmos objetivos e, por isso, uma mesma luta. Tudo isso foi vencido pelo individualismo. Cada um quer pensar apenas no seu lado e que se dane o coletivo, mesmo que seja apenas o coletivo que tem forÃ§as para lutar contra o sistema.</p>
<p>A luta acabou e que venham a alienaÃ§Ã£o e o profundo sono da <strong>Matrix</strong>. Eu lavo minhas mÃ£os. Vou parar de sofrer e tomar minha <strong>Coca-Cola</strong> ouvindo meu <strong>I-pod</strong>.</p>
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