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	<title>defenestrado  Educação Ambiental</title>
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	<description>Pare a Matrix que eu quero descer</description>
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		<title>Parque Estadual Morro do Diabo &#8211; Fotografia de Natureza</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 20:46:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[morro do diabo]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das grandes vontades que tinha em minha vida era ministrar um curso de fotografia de natureza. Isso para juntar minha experiência na faculdade de Geografia e como Educador Ambiental no <strong>Centro Paula Souza</strong>. Só faltava alguém para bancar essa aventura, já que gostaria de oferecer a atividade gratuitamente para os alunos. Criar multiplicadores para educação ambiental mostrando que a natureza deve ser protegida é um dos objetivos. Nada melhor do que utilizar a fotografia como ferramenta para essa prática. De todas as instituições e órgãos que já participei, o oferecimento dessa possibilidade veio de onde eu menos esperava: da <strong>Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo</strong>.</p>
<p>Digo que não esperava porque participo e já participei de diversos órgãos ambientais onde a <strong>Educação Ambiental</strong> é uma obrigação. Somente tive oportunidade de desenvolver algo desse tipo no <strong>Diálogo Interbacias de Educação Ambiental</strong> onde ministrei cursos para professores sobre como utilizar a fotografia em <strong>Educação Ambiental</strong>. Porém, estava faltando um trabalho de alcance maior, com a possibilidade de produzir material para ajudar no trabalho de educação ambiental. Essa oportunidade apareceu com a atividade aceita e bancada pela <strong>Oficina Cultural Timochenco Webhi</strong> de Presidente Prudente, entidade ligada diretamente a <strong>Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo</strong>.</p>
<p>O curso foi de longa duração (comparado aos Workshops e Oficinas que são ministradas aqui). São 40 horas de atividades englobando aulas teóricas e práticas. Com essa carga horária foi permitido aprofundar questões voltadas à fotografia como composição, fotometria, informações técnicas e o básico do equipamento fotográfico. Também foi permitido tratar as questões ambientais e focar em nosso objetivo principal que foi registrar os vestígios de <strong>Mata Atlântica</strong> no <strong>Pontal do Paranapanema</strong>. Para as aulas práticas escolhemos o <strong>Colégio Agrícola</strong> de Presidente Prudente (<strong>Centro Paula Souza</strong>), o <strong>Parque Ecológico Cidade da Criança</strong> (Presidente Prudente) e o <strong>Parque Estadual Morro do Diabo</strong> (Teodoro Sampaio) que foi o motivo principal de nosso curso.</p>
<p>Agora, depois de fotografar, nosso objetivo é selecionar as melhores imagens e montar uma exposição que tem o objetivo de percorrer algumas cidades, escolas, ONG&#8217;s e qualquer lugar que queira fazer Educação Ambiental com nossas imagens. Não podemos deixar de falar de quem tornou isso tudo possível. Já citamos a <strong>Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo</strong> e também estiveram juntos com a gente a <strong>Secretaria de Cultura de Teodoro Sampaio</strong> (que fez os contatos necessários), <strong>Instituto Florestal </strong>(que gerencia o <strong>Parque Estadual Morro do Diabo</strong>), da <strong>Quality Fotografia</strong> (que vai fazer as ampliações), da <strong>Arte e Gesso</strong> (que cedeu o enquadramento) e de todos os alunos que acreditaram nessa idéia e participaram dessa aventura.</p>
<p><img src="https://lh6.googleusercontent.com/-xYWAhdMfDlw/Te_ekm9EJuI/AAAAAAAAFQg/WOQ8VDjYpdw/s800/04062011-_MG_8733.jpg" alt="" width="500" height="333" /></p>
<p><img src="https://lh6.googleusercontent.com/-WHkisTYR_h4/Te_ejHj2F9I/AAAAAAAAFQc/YgSpxhYBT2c/s800/04062011-_MG_8749.jpg" alt="" width="500" height="333" /></p>
<p><img src="https://lh5.googleusercontent.com/-sZSIJ78iCUc/Te_eldB0c1I/AAAAAAAAFQk/3oYmtXC934U/s800/04062011-_MG_8746.jpg" alt="" width="500" height="333" /></p>
<p><img src="https://lh3.googleusercontent.com/-BYFxxg6thz4/Te_endmmuJI/AAAAAAAAFQo/BEEomTlvElI/s800/04062011-_MG_8753.jpg" alt="" width="500" height="333" /></p>
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		<title>Reclame das enchentes com S&#227;o Pedro</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 19:27:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[chuva]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes]]></category>
		<category><![CDATA[mortes]]></category>

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		<description><![CDATA[Verão é época de pequenas tempestades que assolam grande parte do Brasil. A maioria das chuvas são convectivas, ou seja, água que evapora durante o intenso calor do dia e ao final da tarde, com a leve queda da temperatura, ela volta a ser água e despenca com violência. Por conta disso o caos se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Verão é época de pequenas tempestades que assolam grande parte do Brasil. A maioria das chuvas são convectivas, ou seja, água que evapora durante o intenso calor do dia e ao final da tarde, com a leve queda da temperatura, ela volta a ser água e despenca com violência. Por conta disso o caos se instala nas grandes cidades, principalmente São Paulo, onde enchentes tiram a calma dos moradores e transformam o trânsito em um inferno. A mídia, que não é boba, gosta de mostrar o sofrimento dos mais fracos e o clamor popular por uma solução para o problema. Muito bem queridos, eu gostaria de dizer que não existe solução para o problema. </p>
<p>Acompanhem o raciocínio abaixo.</p>
<p>01 – o índice pluviométrico se mantém estável ao longo dos anos. Uma coisa como o clima deve ser avaliada em um longo período de tempo (tipo uns 100 anos) e a média desse período é que deve ser levada em conta na hora de analisar se a quantidade de água que despenca do céu é normal ou não:</p>
<p>02 – todo leigo ou eco-chato já declara que todo o caos é culpa do aquecimento global. Mas, se levarmos em conta a opinião dos cientistas sérios, não existem provas de que o fenômeno chamado aquecimento global realmente exista. Todo cientista que a mídia coloca na frente de uma câmera sempre fica encima do muro, pois não existe prova mensurável. Se informem e parem de falar besteira;</p>
<p>03 – a cidade de São Paulo (nosso exemplo no texto) foi construída de maneira irresponsável, irregular e tornando impermeável todo o seu perímetro urbano. Todo rio que cruza a metrópole foi urbanizado, um sinônimo para colocado dentro de uma caixa de cimento. Infelizmente para os moradores do local, um rio possui sua calha normal de escoamento e também possuí sua zona de inundação, que é o local onde suas águas se expandem durante a chuva forte;</p>
<p>04 – por azar, essa zona de inundação foi tomada por casas e ruas sem a capacidade de absorver a água excedente em um período de chuva intensa;</p>
<p>05 – por fim, a população também faz a sua parte deixando lixo em local inadequado e em terrenos baldios que são levados pelas águas e entopem os poucos bueiros que existem nessas regiões.</p>
<p>Concluindo, levando em conta as notícias publicadas na mídia no dia de hoje, ficamos sabendo que em alguns pontos de alagamento de São Paulo chegou a chover 67mm, o que significa que cada metro quadrado da região recebeu a quantidade de 67 litros de água. Isso é muita coisa.</p>
<p>Já que tudo está impermeabilizado e os rios estão presos em caixas de cimento, essa água não tem para onde ir. Por isso que temos as enchentes. Não adianta fazer protestos quando os culpados somos nós mesmos. Existe solução? Não, pois seria necessário reconstruir tudo. O jeito é se acostumar e saber que a natureza não se dobra às nossas necessidades.</p>
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		<title>Trilhas de S&#227;o Paulo</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 18:47:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Criança Ecológica]]></category>
		<category><![CDATA[Trilhas de São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa semana, tive o privilégio de visitar o Parque Estadual Morro do Diabo, localizado na cidade de Teodoro Sampaio. Não foi a primeira vez que fui até o parque, mas foi a primeira vez que visitei o espaço com a nova administração do Instituto Florestal e sobre a ótica do novo Secretário de Meio Ambiente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa semana, tive o privilégio de visitar o <b>Parque Estadual Morro do Diabo</b>, localizado na cidade de Teodoro Sampaio. Não foi a primeira vez que fui até o parque, mas foi a primeira vez que visitei o espaço com a nova administração do <b>Instituto Florestal</b> e sobre a ótica do novo <b>Secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo</b>, <b>Xico Graziano</b>. O que posso dizer é que as coisas melhoraram muito e o trabalho realizado na unidade pode ser encarado como um exemplo de conservação e de Educação Ambiental. </p>
<p>Além do programa <a href="http://www.criancaecologica.sp.gov.br/">Criança Ecológica</a>, projeto desenvolvido e bem instrumentalizado para fazer Educação Ambiental com crianças do Ensino Fundamental, o que mais gostei foi do projeto <a href="http://www.trilhasdesaopaulo.sp.gov.br/">Trilhas de São Paulo</a>.&#160; Ao visitar uma <b>Unidade de Conservação</b> você pode adquirir um Passaporte onde você registra todas as suas visitas às Unidades de Conservação que possuam trilhas abertas a visitação pública. Na verdade, esse passaporte é um pequeno livro onde encontramos a lista dos parques abertos a visitação, uma pequena descrição da trilha que pode ser percorrida e uma classificação sobre o grau de dificuldade que você vai encontrar. </p>
<p>Dessa maneira, existem trilhas com percurso fácil como da <b>Floresta Estadual de Assis</b>, outras de percurso médio como do <b>Parque Estadual Morro do Diabo</b>, e algumas bem difíceis como a do <b>Parque Estadual da Cantareira</b>. O melhor de tudo é que todo esse entretenimento é gratuito. E tudo fica melhor ainda ao saber que não é necessário montar um grande grupo para a visita. Você pode visitar os parques com sua família ou grupo de amigos. Uma grande sacada para fomentar o ecoturismo no Estado de São Paulo. </p>
<p>Infelizmente, dessa vez tive que visitar o Parque com a escola onde trabalho, ou seja, em vez de apreciar o local como se deve tive que ficar preocupado com os adolescentes. Mas, já estou planejando uma romaria entre as trilhas mais próximas para o mês de janeiro. </p>
<p> <a title="Alguns retratos no Morro do Diabo por Gilson Lorenti, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/defenestrado/4042482127/"><img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" alt="Alguns retratos no Morro do Diabo" src="http://farm3.static.flickr.com/2478/4042482127_aa221608f2.jpg" width="333" height="500" /></a></p>
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		<title>Diálogo Interbacias de Educação Ambiental</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 23:21:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogo Interbacias]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia de natureza]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa semana fiquei meio sumido aqui do blog e do twitter, mas tudo tem um motivo. Estava perdido nas longínquas e frias terras da cidade de Avaré participando do VII Diálogo Interbacias de Educação Ambiental em Recursos Hídricos. O evento, que é organizado por alguns dos Comitês de Bacias do Estado de São Paulo, teve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa semana fiquei meio sumido aqui do blog e do <a href="http://twitter.com/defenestrado">twitter</a>, mas tudo tem um motivo. Estava perdido nas longínquas e frias terras da cidade de Avaré participando do <a href="http://dialogointerbacias.org/">VII Diálogo Interbacias de Educação Ambiental em Recursos Hídricos</a>. O evento, que é organizado por alguns dos Comitês de Bacias do Estado de São Paulo, teve como tema a campanha escolhida pela ONU para a <strong>Década da Água</strong>: <strong>Águas compartilhadas, oportunidades compartilhadas</strong>.</p>
<p>Porém, não fui apenas participar como ouvinte do evento. Pela primeira vez me convidaram para ministrar o curso de <strong>Fotografia de Natureza</strong> para os participantes do evento. Esse curso fez parte do lançamento do <a href="http://dialogointerbacias.org/content/view/35/50/">Primeiro Concurso de Fotografia Digital Nelson Vieira</a>, que foi criado em homenagem a memória de um grande colaborador do <strong>Diálogo</strong>. As aulas, que teve onze inscritos, foi simplesmente o melhor curso que dei em minha vida. Alunos interessados (que em sua maioria eram professores da rede pública de ensino) e participativos que tornaram as atividades divertidas e prazerosas.</p>
<p>No resto, tivemos mesas redondas e palestras enfocando o tema principal. Porém, o lance mais interessante do evento é, sem sombra de dúvidas, o <strong>Espaço de Diálogo</strong>. Nessa parte os professores e outras entidades que trabalham com projetos de educação ambiental podem apresentar os seus trabalhos e discutir sobre as práticas educacionais com outros profissionais do ensino. Atividade muito produtiva e importante para o desenvolvimento de uma práxis educacional.</p>
<p>Também não podemos esquecer as atividades culturais como apresentações teatrais, grupos musicais e confraternizações entre os participantes. Evento que dura uma semana e já deixou saudades.</p>
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		<title>Participação Política?</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 18:09:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2008]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou aqui preparando uma palestra sobre Educação Ambiental que vou aplicar na FATEC de Presidente Prudente. Do ponto de vista teórico, a Educação Ambiental deve se desenvolver passando por cinco níveis, sendo que o quinto representa a formação do Cidadão Ambiental. Isso quer dizer que o indivíduo se torna pleno de seus direitos e deveres [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://lh6.ggpht.com/defenestrado/SOpT8D9XSaI/AAAAAAAACK4/eoT1eK54V1c/s400/politica.jpg" /></div>
<p>Estou aqui preparando uma palestra sobre <strong>Educação Ambiental</strong> que vou aplicar na <strong>FATEC</strong> de Presidente Prudente. Do ponto de vista teórico, a <strong>Educação Ambiental</strong> deve se desenvolver passando por cinco níveis, sendo que o quinto representa a formação do <strong>Cidadão Ambiental</strong>. Isso quer dizer que o indivíduo se torna pleno de seus direitos e deveres e passa a cobrar dos governantes e empresas o correto uso dos recursos ambientais, bem como reconhecer sua participação no processo de degradação. Ou seja, o indivíduo deixa de viver na <strong>Matrix</strong> e passa a desenvolver o seu papel de ser político.</p>
<p>Acompanhando o resultado das eleições municipais de meu município cheguei à conclusão que a realidade da <strong>Matrix</strong> é presente não só na questão ambiental como também em todos os aspectos de nossa vida. Os velhos coronéis continuam sendo eleitos oferecendo para o povo apenas o pão e circo, que é uma estratégia vencedora no território nacional e foi inventada há muitos séculos atrás pelo império romano. Porém, o que mais me revolta foram os vencedores para vereador. Sei que em todas as cidades tivemos candidatos que se destacam por serem verdadeiros palhaços, mas aqui é um dos lugares onde os palhaços são eleitos. </p>
<p>Claro que os representantes eleitos são o reflexo do povo, mas onde fica a responsabilidade política do cidadão? Votar não é apenas um dever chato que devemos cumprir a cada dois anos, é uma responsabilidade para com a coletividade e derivado de um ato pensado. Se o voto continua sendo uma forma de irresponsabilidade, não deveria ser um direito e nem um dever. Mas, o que esperar de um país que não possuí educação e onde o governo subsidia para a classe media cursos superiores de qualidade duvidosa? Estamos nos tornando uma nação de alienados baseado em políticas assistencialistas e acostumados com práticas populistas. Não temos mais a capacidade de ficar indignados, somos apenas gado eleitoral.</p>
<p>Posso estar sendo inocente em estar revoltado, mas alguns dos meus conterrâneos me afirmaram que votaram nesses candidatos oportunistas como forma de protesto. Como assim? Você não protesta ferrando com a administração pública e com o bem coletivo. Você protesta se organizando, indo para as ruas, fazendo com que seu governo saiba que quem manda é você e não os interesses particulares. Protestar votando em alguém que não vai fazer diferença e voltar para casa para acompanhar a novela das 8 é muito fácil. Pensando bem, merecemos estar na lama. E a tendência é piorar. Que o <strong>Grande Irmão</strong> seja nosso guia daqui para frente.</p>
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		<title>Taiko</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 19:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Japonesa]]></category>
		<category><![CDATA[Taiko]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo a Wikipédia, A palavra taiko (太鼓) significa simplesmente &#8220;grande tambor&#8221; em Japonês. Fora do Japão, a palavra é usada frequentemente para referir-se a alguns dos vários tambores japoneses (和太鼓, &#8216;wa-daiko&#8217;, &#8220;Tambor Japonês&#8221;, em Japonês). No Japão feudal, taikos eram frequentemente usados para motivar as tropas, para ajudar a marcar o passo na marcha e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://lh5.ggpht.com/gilsonlorenti/SMkx33Q0XqI/AAAAAAAAIP8/eS_rs1UgCQc/s400/Taiko%20%283%29.jpg" /></div>
<p>Segundo a <strong>Wikipédia</strong>, A palavra <strong>taiko</strong> (太鼓) significa simplesmente &#8220;grande tambor&#8221; em Japonês. Fora do Japão, a palavra é usada frequentemente para referir-se a alguns dos vários tambores japoneses (和太鼓, &#8216;wa-daiko&#8217;, &#8220;Tambor Japonês&#8221;, em Japonês). </p>
<p>No Japão feudal, taikos eram frequentemente usados para motivar as tropas, para ajudar a marcar o passo na marcha e para anunciar comandos e anúncios marciais. Ao se aproximar ou entrar no campo de batalha o <strong>taiko yaku</strong> (tocador de tambor) era responsável por determinar o passo da marcha, usualmente com seis passos por batida do tambor (batida-2-3-4-5-6, batida-2-3-4-5-6).</p>
<div align="center"><img src="http://lh3.ggpht.com/gilsonlorenti/SMkyxktLTJI/AAAAAAAAIe0/LRs6v8rOZ8I/s400/Taiko%20%2812%29.jpg" /></div>
<p>De acordo com uma das crônicas históricas (o <strong>Gunji Yoshu)</strong>, nove conjuntos de cinco batidas servia para levar um batalhão à batalha, enquanto nove conjuntos de três batidas aceleradas três ou quatro vezes e seguidas pelos gritos &#8220;Ei! Ei! O! Ei! Ei! O!&#8221; era a chamada para avançar e perseguir o inimigo.</p>
<div align="center"><img src="http://lh4.ggpht.com/gilsonlorenti/SMkyBe1tbUI/AAAAAAAAISw/P15zn_INjW0/s288/taiko%20%2847%29.jpg" /> <img src="http://lh4.ggpht.com/gilsonlorenti/SMkyBxovXUI/AAAAAAAAIS4/FRfFT2YJ7f0/s288/taiko%20%2848%29.jpg" /></div>
<p>Semana passada, durante o <a href="http://dialogointerbacias.org">VI Diálogo Interbacias de Educação Ambiental em Recursos Hídricos</a>, realizado na cidade de Avaré, interior de São Paulo, tivemos uma apresentação de <strong>Taiko</strong> na abertura o evento. A deixa para a escolha dessa atividade cultural foram os 100 anos da migração japonesa. Falando simplesmente de um grupo de pessoas tocando tambor, pode parecer um lance extremamente chato. Mas, só quem está presente para sentir a força da coisa. Aqui é uma mistura de ritual, ritmo e resistência. Um atrativo a mais é que eram quase todos mulheres na apresentação. Hehe, fiquei com inveja da resistência física delas.</p>
<div align="center"><img src="http://lh5.ggpht.com/gilsonlorenti/SMky4OLzXAI/AAAAAAAAIgU/hzHuMXevyBU/s288/Taiko%20%2824%29.jpg" /> <img src="http://lh4.ggpht.com/gilsonlorenti/SMky8-3Tu7I/AAAAAAAAIhU/hR2rqGIkvYU/s288/Taiko%20%2832%29.jpg" /></div>
<p>Quem tiver oportunidade de assistir uma apresentação dessas garanto que não vai se arrepender.</p>
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		<title>Dialogo Interbacias de Educação Ambiental</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 03:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa semana estou em Avaré, interior de São Paulo, participando do VI Dialogo Interbacias de Educação Ambiental em Recursos Hídricos. Participo do evento desde sua primeira edição e, já há três anos, faço parte da organização do evento. É uma grande oportunidade para trocar experiências com outros educadores do Estado de São Paulo e ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa semana estou em Avaré, interior de São Paulo, participando do <strong>VI Dialogo Interbacias de Educação Ambiental em Recursos Hídricos</strong>. Participo do evento desde sua primeira edição e, já há três anos, faço parte da organização do evento. É uma grande oportunidade para trocar experiências com outros educadores do Estado de São Paulo e ter contato com novas práticas de<strong> Educação Ambiental</strong>.</p>
<p>Como estamos vivendo a <strong>Década da Água </strong>(decreto da <strong>ONU</strong>) e a <strong>Década Brasileira da Água</strong> (Decreto do Governo Brasileiro), seguimos o calendário da <strong>ONU</strong> para o tema do evento que, esse ano, é <strong>Água e Saneamento</strong>. </p>
<p>Por conta dessa minha obrigação por aqui, meus blogs vão ficar um pouco em OFF até sexta-feira, mas se tiver um tempinho e puder dar uma escapada, vou escrevendo algumas coisas sobre o evento.</p>
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		<title>Dia Mundial do Meio Ambiente</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 13:32:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial do Meio Ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa semana comemorou-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Para marcar a data, o SENAC realizou um evento com palestras e demonstrações de práticas voltadas para a conservação e manejo adequado do meio ambiente. A unidade de Presidente Prudente me convidou para ministrar a palestra &#8220;Educação Ambiental e Saneamento Básico no meio Rural&#8221;. O tema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa semana comemorou-se o <strong>Dia Mundial do Meio Ambiente</strong>. Para marcar a data, o <strong>SENAC</strong> realizou um evento com palestras e demonstrações de práticas voltadas para a conservação e manejo adequado do meio ambiente. A unidade de <strong>Presidente Prudente</strong> me convidou para ministrar a palestra <strong>&#8220;Educação Ambiental e Saneamento Básico no meio Rural&#8221;</strong>. O tema está inserido dentro das diretrizes da <strong>ONU</strong> que comemora entre 2005 e 2015 a <strong>Década da Água</strong>. Todo ano, a<strong> ONU</strong> elege um tema para ser trabalhado em relação aos recursos hídricos e, em 2008, o tema escolhido para nortear os trabalhos em todo o mundo foi o <strong>Saneamento Básico</strong>.</p>
<p>Saneamento básico é um tema muito importante. Pode parecer uma discussão que remonta a <strong>Era Medieval</strong>, mas ainda hoje milhões de pessoas não possuem saneamento básico em suas residências (entendendo por saneamento básico a coleta de lixo, a água encanada e tratada e a coleta e tratamento de esgoto) o que leva a milhares de mortes por doenças advindas da péssima qualidade da água. A situação na zona rural é mais complicada, pois as práticas de saneamento, ao contrario da zona urbana onde o poder público se responsabiliza (em teoria), são responsabilidade dos moradores, que tem que tomar providências para garantir a sua disposição de lixo e esgoto e suprir sua necessidade por água tratada.  Porém, o foco principal da palestra foi mais dentro dos conceitos de <strong>Educação Ambiental</strong> e de <strong>Desenvolvimento Sustentável</strong> do que atividades práticas de saneamento básico em áreas rurais.</p>
<p>Eu já falei sobre <a href="http://lorenti.org/2007/10/20/meio-ambiente-falacias-e-imprecisoes/">Educação Ambiental</a> por aqui, mas o tema de <strong>Desenvolvimento Sustentável</strong> é muito mais complicado. Infelizmente, todo mundo usa o termo para se referir a qualquer coisa relacionada com o meio ambiente. Isso está errado, pois muitos não sabem do que estão falando e acabam cometendo erros graves. O primeiro problema é o uso do termo pelos <strong>Eco-Chatos</strong>. Essas pessoas, que certamente também acreditam em duendes e fadas, propagam que o primeiro dever do <strong>Desenvolvimento Sustentável</strong> é não agredir o Meio Ambiente e garantir a sobrevivência dos pobres animais. Bem, isso é um engano. </p>
<p>O <strong>Desenvolvimento Sustentável</strong> é muito mais uma filosofia do que um conjunto de práticas. O progresso deve ser baseado em três características. A primeira é que deve ser ambientalmente equilibrado, explorando de forma racional os recursos. Em segundo, ele deve ser socialmente justo, levando ao aproveitamento da mão de obra local e promovendo o bem estar social. E por último, ele deve ser economicamente viável, pois ninguém investe dinheiro em algo que não vai dar retorno. Se a ação não tiver essas três características, não pode ser chamado de<strong> Desenvolvimento Sustentável</strong>. Dentro dessas normas, a prática deve seguir algumas outras diretrizes:</p>
<p>- A necessidade dos pobres são prioritárias, ou seja, zonas onde a igualdade social não tiver sido atingida pode promover uma maior exploração do meio ambiente para compensar esse fato;<br />
- O desenvolvimento humano deve ser aplicado em todas as suas facetas, ou seja, tanto social quanto cultural;<br />
- A sustentabilidade não é rígida, ela pode sofrer ajustes para se adequar dentro do planejamento;<br />
- A preocupação com a igualdade social, não só local, mas global, deve permear todo o projeto;<br />
- Os problemas ambientais devem ser pensados em escala global e não somente local;<br />
- Todas as decisões devem ser tomadas a longo prazo;</p>
<p>Levando em conta esses preceitos, acabamos chegando a conclusão que várias empresas que estão se aproveitando do marketing ambiental do <strong>Desenvolvimento Sustentável</strong>, podem, na verdade, estar colocando em prática atividades que agridam em menor escala o meio ambiente, mas se não estão promovendo a igualdade social, não estão se enquadrando dentro das diretrizes do <strong>Desenvolvimento Sustentável</strong>.</p>
<p>Ainda falta muito para mudar. Décadas de mudanças para conseguir reverter o quadro e, talvez, como afirmou <strong>Carl Sagan</strong>, nossa civilização não consiga passar no teste e caminhar para a autodestruição.</p>
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		<title>Dia Mundial da Água</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 02:15:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 22 de março comemoramos mais um Dia Mundial da Água. Instituído pela ONU em 1993 (então estamos comemorando o 15º Dia Mundial da água) a data visa uma reflexão sobre o direcionamento que estamos dando para a gestão dos recursos hídricos em nosso planeta. Cada ano a ONU escolhe um tema para a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src='http://lorenti.org/wp-content/2008/04/dia-mundial-da-agua.jpg' alt='dia-mundial-da-agua.jpg' /></div>
<p>No dia 22 de março comemoramos mais um <strong>Dia Mundial da Água</strong>. Instituído pela <strong>ONU</strong> em 1993 (então estamos comemorando o 15º <strong>Dia Mundial da água</strong>) a data visa uma reflexão sobre o direcionamento que estamos dando para a gestão dos recursos hídricos em nosso planeta. Cada ano a <strong>ONU</strong> escolhe um tema para a comemoração e, neste ano de 2008, o tema escolhido foi o <strong>saneamento básico</strong>. Tema interessante para o nosso país, já que a cidade onde <strong>Oswaldo Cruz</strong> enfrentou revoltas para instituir um sistema de saneamento do meio ambiente está passando por uma epidemia de dengue. Claro que vários fatores levaram a tantos casos de uma doença que tem cura e todo mundo sabe evitar. Mas, não deixa de ser um problema voltado para o saneamento ambiental.</p>
<p>Para comemorar a data aqui na região de <strong>Presidente Prudente</strong>, o <strong>Comitê da Bacia Hidrográfica do Pontal do Paranapanema</strong>, organizou e realizou o <strong>X Encontro de Educadores em Defesa da Água</strong>. O evento é marcado por palestras e oficinas voltadas para a participação de educadores da rede pública e privada de ensino. Embora o público alvo sejam professores, o evento é aberto para todos que querem participar. Por conta de meu vínculo com a <a href="http://www.eteprudente.com.br/">Escola Técnica Agrícola de Presidente Prudente</a>, fui convidado a ministrar a oficina de <strong>Educação Ambiental e Saneamento Básico na Área Rural</strong>. </p>
<p>Entende-se por saneamento básico o fornecimento de água tratada, a disposição de esgotos sanitários e a coleta e apropriado acondicionamento do lixo. Para quem mora em cidades de porte médio a grande pode parecer um tema um pouco longe de sua realidade, mas, pesquisando para a oficina, me deparei com fatos e realidades que todos conhecemos, mas preferimos não ver e não nos indignar.</p>
<p>- 70% das internações hospitalares no Brasil estão relacionadas a deficiências no saneamento básico;<br />
- 4,8 milhões de propriedades rurais ainda utilizam fossa negra, o que corresponde a 17 milhões de pessoas que estão sujeitas a contaminação do lençol freático;<br />
- Saneamento básico ainda é artigo de luxo para 2,5 bilhões de pessoas no mundo;<br />
- 1,5 milhões de crianças morrem no mundo por ano em carência de água potável;<br />
- 42 mil pessoas morrem semanalmente por conta da má qualidade da água;<br />
- 100 milhões de pessoas não tem saneamento básico na América Latina;</p>
<p>Embora já façam 36 anos desde a primeira grande conferência da <strong>ONU</strong> para o meio ambiente em Estocolmo, parece que estamos lutando contra os mesmos problemas.</p>
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		<title>Meio ambiente: falácias e imprecisões</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Oct 2007 01:32:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gilson</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse ano, mais precisamente no dia 15 de outubro, aconteceu o Blog Action Day. Nessa data todos os blogueiros que se cadastrassem na campanha deveriam escrever um post sobre o meio ambiente. Dei uma olhada pelos blogs participantes e notei que a situação é negra, muito negra. Ainda estamos na etapa de economizar água ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><a href="http://picasaweb.google.com/gilsonlorenti/SemanaPauloFreire/photo#5073725691973421746"><img src="http://lh5.google.com/gilsonlorenti/Rml-opXZSrI/AAAAAAAAA7Y/tQviFULVtZ8/s400/89930028.JPG" /></a></div>
<p>Esse ano, mais precisamente no dia 15 de outubro, aconteceu o <a href="http://blogactionday.org/br">Blog Action Day</a>. Nessa data todos os blogueiros que se cadastrassem na campanha deveriam escrever um post sobre o meio ambiente. Dei uma olhada pelos blogs participantes e notei que a situação é negra, muito negra. Ainda estamos na etapa de economizar água ao tomar banho e separar o lixo para a coleta seletiva. Desde 1972 quando se realizou a grande<strong> Conferência Intergovernamental sobre Meio Ambiente Humano</strong> em Estocolmo e logo depois a de 1977 em Tbilisi, não conseguimos avançar um único passo na questão da consciência ambiental. Os cidadãos estão agindo por adestramento e ainda não conseguimos nos tornar <strong>Cidadãos Ambientais</strong>. Mas, isso não é por culpa do indivíduo comum e sim por estratagemas de governos e empresas que estão lucrando alto com a exploração ambiental daquilo que pertence a todos por direito. Em troca de ações realmente eficazes nos empurram a noção de que estão fazendo o tal do Desenvolvimento Sustentável, que em muitos casos é apenas um discurso bonito para práticas impossíveis.</p>
<p><strong>Educação Ambiental</strong></p>
<p>Segundo a Conferência de Tbilisi <strong>Educação Ambiental</strong> pode ser definida como:</p>
<p><em>Educação Ambiental é um processo de reconhecimento de valores e clarificação de conceitos objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em relação ao meio, para entender e apreciar as inter-relações entre os seres humanos, suas culturas e seus meios biofísicos. A Educação Ambiental também está relacionada com as práticas de tomadas de decisões e a ética que conduzem para a melhoria da qualidade de vida.&#8221;</em></p>
<p>Trocando em miúdos, foi decidido que o processo de educar o cidadão passaria por cinco fases distintas: a) Sensibilização Ambiental (os problemas deveriam ser conhecidos e mostrado a importância da preservação); b)Compreensão Ambiental (compreender como se dá a questão da exploração dos recursos naturais); c) Responsabilidade Ambiental (todos temos um pouco de culpa e responsabilidade pelos problemas causados pela exploração); d) Competência Ambiental (para explorar recuperar é necessário ter conhecimento); e)Cidadania Ambiental (ultimo estágio do processo onde as pessoas seriam cidadãs ambientalmente competentes para cobrar do governo as medidas necessárias para a sobrevivência da espécie).</p>
<p>Disso tudo que foi levantado, depois de todos esses anos, ainda estamos tentando realizar o primeiro passo. Nem todos estão ainda conscientizados e alguns poucos adquiriram um pouco do quesito responsabilidade. Mas, se a crise ambiental é tão grave e existe um planejamento de como proceder,  por que ainda estamos patinando no começo da coisa?? Simples, quem manda na economia e na política não tem interesse de que formemos o <strong>Cidadão Ambiental</strong>, que seria aquele que tem plena consciência de que os recursos naturais pertencem a todos e levantaria a voz sobre o fato de que apenas alguns os estão explorando para o bem próprio. </p>
<p>Um bom exemplo disso tudo é a questão da água. Existem campanhas para que economizemos água durante o banho, na hora de escovar os dentes e para todos os afazeres do lar. Mas, ao olhar o gráfico de consumo de água notamos que o uso doméstico corresponde a 10% do total. Indústria fica com 20% e a agricultura consome 70% da água disponível. Sendo a água um bem que pertence a todos, quem me garante que os poucos responsáveis por 70% do consumo estão usando o recurso de forma racional? Porque alguns poucos podem usar sem nenhum ônus e o cidadão urbano é massacrado com campanhas de economia?  A pergunta aqui é: eu estou economizando para quem? Quem vai usar a água economizada? Eu ou algum agricultor cujo sistema de Pivô Central consome mais água em uma noite que uma pequena cidade em um mês? (Quero colocar aqui que não sou contra o sistema de irrigação e o blá blá blá do desenvolvimento do agronegócio. Mas, é fato que nem todo agricultor usa o sistema de irrigação dentro de parâmetros racionais). </p>
<p>Dentro dessa incapacidade do cidadão de notar esse esquema temos os interesses de grandes corporações que vivem da exploração da sociedade de consumo (usando para isso a propaganda massiva na mídia para criar necessidades inexistentes) e dos governos que são coniventes com essa prática por conta da força econômica e política dessas corporações.  A <strong>Educação Ambiental</strong> praticada nas escolas beira ao ridículo. Se quisermos mudar algo teremos que mostrar a nossas crianças e aos cidadãos que o desenvolvimento a qualquer custo não será feito apenas à custa de algumas árvores e alguns animais, ele trará extinção. Mas, extinção de quem? Do pobre que mal consegue comer, ou dos ricos que podem viver em suas cidadelas fechadas?</p>
<p>Há alguns anos dizíamos que quando as pessoas começassem a morrer por conta de problemas ambientais a sociedade levaria mais a sério a questão. Ledo engano. As pessoas já estão morrendo, mas o modelo produtivo continua o mesmo. Dane-se a exploração irracional, eu quero ter o meu I-Pod.</p>
<p><strong>continua&#8230;<br />
</strong></p>
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