Kick Ass – Quebrando Tudo

Você já sentou para assistir um filme sem a menor expectativa e acabou se deliciando com uma verdadeira pérola do politicamente incorreto? Pois bem, foi assim que me senti assistindo ao novo filme de Nicolas Cage (que na verdade faz apenas uma pequena participação), Kick Ass – Quebrando Tudo (adoro esses subtítulos malucos que são colocados aqui no Brasil) que é violento e extremamente engraçado. Tudo bem, pode até parecer que essas duas características possam ser conflitantes, mas o filme consegue mesclar isso tudo e te causar um nó na cabeça.

A história é simples. O adolescente Dave Lizewski (Aaron Johnson) é viciado em histórias em quadrinhos e começa a se perguntar por que ninguém nunca tentou ser um herói de verdade. Levado por essa premissa ele compra um colante azul e amarelo ridículo e sai pelas ruas com dois bastões para combater o crime. O nome escolhido por ele para o herói é Kick Ass (meio ridículo como a história até esse momento). Depois de ter um começo bem doloroso como combatente do crime, Kick Ass acaba famoso depois de aparecer em um vídeo do Youtube.

Um belo dia, ele acaba encontrando os Super-Heróis de verdade, Big Daddy (Nicolas Cage) e Hit Girl (Chloe Moretz) e, depois de desencontros e pancadarias, eles acabam se unindo para derrotar o traficante de drogas Frank D’Amico (Christopher Mintz-Plasse).

O filme é engraçado por serem visíveis as várias citações a filmes como Homem-Aranha, inclusive usando a velha e batida frase dos poderes e responsabilidades (mas, em um contexto diferente). Temos um adolescente sem noção que quer apenas ser um Super-Herói e que não calculou bem as conseqüências desse ato. Por outro lado, temos a fúria assassina de Hit Girl que em nada lembra os clássicos heróis e seus códigos de honra que protegem a vida acima de tudo. Ela chega e massacra qualquer um, sem concessões. A cena em que ela mata a namorada do traficante depois de literalmente esquartejar toda a quadrilha é engraçada e enervante. E você se dá conta de que toda a carnificina está sendo protagonizada por uma menininha de 12 anos. Mais politicamente incorreto do que isso é impossível.

O que pouca gente sabe é que Kick Ass é na verdade uma história em quadrinhos feita por Mark Millar e John Romita Jr. Mesmo essa sendo mais uma das histórias em quadrinhos que nunca vão chegar por aqui, a maioria dos críticos que escreveu algo sobre o filme afirma a película é muito mais dinâmica e enxuta do que a minissérie. Independente disso, eu sou franco em afirmar que esse foi o melhor filme que assisti esse ano. E olha que pensei que esse título ficaria com Fúria de Titãs ou O Ladrão de Raios. O filme é tenso, muito engraçado e violento ao extremo. Se você gosta de Quentin Tarantino e Super-Heróis, esse é o seu filme.

Percy Jackson e a Maldição do Titã

E bem que chegamos à terceira aventura de Percy Jackson e seus amigos do acampamento Meio Sangue. Para quem não conhece, essa é uma série de livros detalhando a vida de Perseu Jackson (ou Percy), que descobre ser um Semi-Deus, filho de Poseidon. Junto a isso, ele também descobre que os antigos Deuses Olimpianos são realidade e vivem a nossa volta junto com a civilização ocidental. Munido dessa informação ele é levado até o Acampamento Meio Sangue para treinar, aprender a controlar os seus poderes e se tornar um herói.

Nesse terceiro livro, intitulado A Maldição do Titã, as coisas estão se complicando. O traidor Luke está fortalecendo seu exército e o Titã Cronos logo terá regenerado seu corpo e reunido força suficiente para desferir um ataque contra o Olimpo. No meio de todo esse rolo, ainda temos a presença de Thalia, filha de Zeus que milagrosamente ressuscitou ao final do segundo livro (Mar de Monstros).

A aventura começa com Percy, Grover, Annabeth e Thalia indo até uma escola militar para encontrar dois meio sangues que se encontram estudando no local. Antes de poderem sair do local, eles são atacados por um Manticore e salvos pela Deusa Artemis e suas caçadoras. A partir desse momento eles descobrem que existem coisas acontecendo que eles não perceberam ainda e que um novo inimigo se esconde nas sombras. Depois de mais uma profecia indecifrável do oráculo, o grupo de heróis, junto com as caçadoras Zoe Doce-Amarga e Bianca, saem a procura da Deusa Artemis que foi capturada por esse novo inimigo, um dos antigos Titãs adormecidos.

Assim como os outros volumes anteriores, somos apresentados a Deuses e Monstros Mitológicos que se adaptaram ao mundo moderno e ganharam nova roupagem. Por exemplo, a carruagem do Deus Apolo foi substituída por um carro esporte conversível. A leitura continua simples e prazerosa, mas temos que levar em conta que é um livro infantil, voltado para crianças e pré-adolescentes. Mas, isso em momento algum irrita um adulto, principalmente se você gosta de aventura e fantasia. A história, embora envolva uma carga de tensão, é cheia de momentos de bom humor, principalmente voltados para as adaptações do mundo Grego Antigo para os dias modernos.

Por enquanto a série tem se mostrado competente em manter uma linha narrativa eficiente e interessante. O autor Rick Riordan ainda consegue manter o leitor apaixonado por sua narrativa e com vontade de saber o que vai acontecer com seus personagens preferidos a cada edição. Mais uma vez fica aqui o elogio à ótima idéia de publicar o primeiro capítulo do próximo livro ao final da próxima história. Pelo menos para mim funcionou para me fazer comprar rapidamente o próximo exemplar.

Leiam também sobre os dois primeiros volumes da séries:

- Percy Jackson e O Ladrão de Raios

- Percy Jackson e O Mar de Monstros

Casamento Camila & Marcelo

Cheguei a conclusão finalmente que a melhor forma de fotografar um casamento é você não ser o fotógrafo oficial. Isso mesmo, livre das obrigações mais formais do registro matrimonial, você pode ousar, fotografar o que lhe der na teia e, também, se divertir.

A Camila é uma amiga que conheci por conta do envolvimento com o Fotoclube. Quando recebi o convite do casamento logo pensei duas coisas: primeiramente que era mais uma que iria se enforcar, e a segunda é se poderia levar minha câmera. Entendam que essa pergunta é importante, pois já havia uma equipe de fotografia e filmagem envolvida e era necessária uma pequena autorização para não causar incômodos.

Tudo autorizado, estive presente com minha pequena câmera, um pequeno flash e com vontade de fazer algumas imagens bacanas. As fotos do vídeo abaixo foram o exemplo do que consegui captar. Agora me decidi, só vou fazer casamentos desse estilo.

 

Arquivo X – Eu quero acreditar

O ano era 1993 e Chris Carter teve uma grande idéia. Homenagear todas as séries e filmes de terror que assistiu em sua adolescência criando um programa de TV chamado apenas de Arquivo X (The X-Files). A série fez tanto sucesso por aqui que foi responsável pela criação de programas especiais e revistas que nasceram apenas ancoradas em seus episódios. Também não podemos esquecer que a série foi uma das principais atrações da Rede Record, que naquela época mantinha ótimas séries em sua grade de programação (bons tempos que não voltam mais) e também lançou dois atores desconhecidos (David Duchovny e Gillian Anderson) ao estrelato.

Passei muito tempo de minha adolescência assistindo às intermináveis reprises da Rede Record, mas sempre tive um trauma. Nunca tinha assistido às duas últimas temporadas do programa. E não sei por que isso não aconteceu. Gosto muito do seriado, mas me lembro que tinha perdido um pouco do interesse pelo programa perto de seu final, embora ainda acompanhasse as notícias. No começo do ano, um amigo me vendeu uma versão pirata (sim, sei que é errado) das cinco primeiras temporadas. Óbvio que assisti a tudo rapidinho, mas eu queria mais.

E esse desejo se concretizou algumas semanas atrás quando comprei as 9 temporadas da série em uma caixa super bacana que está em promoção no Submarino. Aqui faço uma pequena crítica dessa série tão importante em meu passado. Fox Mulder e Dana Scully são responsáveis pelos Arquivos X, uma divisão do FBI que investiga casos bizarros e que envolvam explicações que fogem do campo da ciência comum (alguém lembrou de Fringe?). As 5 primeiras temporadas são absolutamente perfeitas. Os atores desempenham bem seu papel, a história é absurdamente bem amarrada e o clima pesado cerca quase todos os episódios.

Tudo gira em torno da obsessão do agente Mulder em encontrar sua irmã que foi abduzida por alienígenas. De quebra, temos uma gigantesca conspiração que gira em torno de uma invasão alienígena que quer recolonizar a Terra usando um vírus nojento conhecido como Óleo Negro. Como na Quinta Temporada houve o perigo de cancelamento da série, então os produtores tentaram fechar a história e a tarefa de encerramento ficou para o longa metragem lançado em 1998. Até ai tudo bem, mas com a Sexta e Sétima temporada o pessoal da produção resolveu rasgar o manual e investir em episódios engraçadinhos e descontraídos. Talvez seja um reflexo do perigo de cancelamento e resolveram transformar o seriado em um programa família. Ou seja, tudo que era bom foi para o vinagre.

Depois dessa experiência é que me toquei o porquê de ter parado de assistir a série. Os únicos episódios bons dessas duas temporadas (e são apenas 5 episódios de 44) são justamente os que voltam à mitologia inicial e tentam amarrar as pontas da história original da conspiração alienígena. A Sétima temporada termina com o próprio agente Mulder sendo abduzido por alienígenas. Lembrando que nessa época David Duchovny estava de saco cheio da série e queria sair para fazer outras coisas (como o horrendo filme “Evolução”). O acordo foi que ele participaria de apenas 10 episódios da Oitava Temporada. Mas, isso é papo para outro post. Passado o trauma desses episódios, agora vou assistir à 8º e 9º temporadas. Os críticos na época falaram muito bem desses episódios. Aguardem novas resenhas sobre essa parte da série.

Lingerie

Fotografia é uma caixinha de surpresa. Quando você pensa que já sabe tudo, aparece algo que te quebra as pernas. Nunca fiz fotografia publicitária em minha vida. Mas, decidi quebrar um galho para uma amiga que tem uma confecção de lingeries. Ela está abrindo um site e precisava de fotos para compor o portfólio.

Como a verba estava baixa, não era possível contratar um fotógrafo publicitário para o serviço. Dei uma olhada em alguns sites de lingerie espalhados pela internet e decidi encarar o desafio como um favor e uma oportunidade de aprender. Utilizei meu estúdio de luz contínua (visto que os flash só chegam em agosto). A modelo foi a Andressa, que tem um corpo muito bonito e mostrou desenvoltura para o trabalho.

Depois de fazer as fotos, descobri que como fotógrafo publicitário eu sou um bom fotógrafo de book. Isso mesmo, não consegui me desvincular da minha principal atividade fotográfica.  O que parecia ser muito simples de ser fotografado acabou se revelando bem complicado. Isso por conta da total inexperiência de minha parte. Principais erros cometidos. A luz contínua não é a melhor solução. Embora eu goste da tonalidade quente em fotos sensuais, para mostrar o produto não ficou legal. O segundo erro cometido foi usar as peças mais apertadas antes das que mostrariam mais o corpo. Dessa maneira ficaram algumas marcas na pele (idiotice que até os mais experientes podem cometer). O último erro foi trabalhar técnicas de composição mais arrojadas em um trabalho que necessita ser apenas simples.

Mas, vivendo e aprendendo. Vejam alguns dos resultados conseguidos com essa sessão fotográfica.


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