Queen - Final Live in Japan

Sim, mais um post sobre o Queen, a melhor banda de Rock de todos os tempos. Em minhas andanças me deparei com mais um vídeo da Rainha que não conhecia. Queen - We are the Champions: The Final Live in Japan era totalmente desconhecido de minha pessoa. Primeiramente pensei que era um pirata de luxo, mas,pesquisando pela net, descobri que se trata da gravação oficial do último show que a banda fez com Freddie Mercury no Japão no começo de 1985. O show ainda era a divulgação do disco The Works, ou seja, o mega platinado A Kind of Magic ainda não tinha sido lançado. O vídeo era uma exclusividade apenas no Japão e, somente em 2007, foi lançado mundialmente em DVD.

Quando peguei o DVD na mão lutei para não gastar dinheiro, mas a mente começou a trabalhar e outras coisas menos importantes, como a conta de água, o remédio do coração e a ração do cachorro, poderiam ficar para outro momento. O vídeo é absolutamente fenomenal. A qualidade de imagem e som são perfeitas, demonstrando que o vídeo deveria ter sido colocado a disposição de todos os fãs da banda a muito mais tempo. Mas, a Queen Film. Ltd deve estar racionando esses itens para serem lançados ao longo dos anos. Independente de táticas mercadológicas, o vídeo é um item obrigatório para qualquer apreciador da banda.

O show já começa destruindo tudo com a poderosa Tear it Up e emenda com a rápida e contagiante Tie Your Mother Down. O que se segue é um massacre total que levaria qualquer fã ao delírio. São lembrados clássicos como Love of My Life, Bohemian Rhapsody, Crazy Little Thing Called Love, Hammer to Fall (que era música nova na época) e as obrigatórias We Will Rock You e We are the Champions. O fato de ser um show que não agrega os lançamentos mais recentes da banda é até positivo, pois podemos apreciar canções mais antigas como Somebody to Love, Killer Queen e Seven Seas of Rhye. Mas, os momentos mais divertidos da bagaça são o cover para Jailhouse Rock (Elvis Presley) e a hilária performance de I Want to Break Free, onde Freddie aparece travestido de mulher, igual ao clipe da música.

Agora, destaque mesmo é o desempenho dos músicos. Brian May pode fazer quase qualquer coisa com a guitarra, enquanto John Deacon é um dos melhores e mais discretos baixista da história do Rock. Ele fica no seu canto simplesmente destruindo o instrumento. Roger Taylor espanca sua bateria sem dó e faz os vocais de apoio em quase todas as músicas, demonstrando que além de força e técnica também tem um gogó de ouro. Agora, embora devamos apreciar o conjunto inteiro, não tem como negar que Freddie Mercury com seu vocal fantástico é a cola que mantém tudo isso unido. Certa vez me deparei com um texto que dizia que Freddie entrava no palco com um ego gigantesco que só era menor do que seu talento. E isso descreve bem o que acontece nesse show. Ele domina a cena em todos os momentos. Não existe um único gesto seu que não seja parte de seu espetáculo. Esse é um frontman que ainda não foi superado, e provavelmente nem vai ser.

Curiosidades interessantes sobre o vídeo. É bacana notar a reação do público japonês que fica sentado em suas cadeiras batendo palmas no começo, mas perto da metade da apresentação perdem totalmente a postura comportada. Outro lance muito bacana é que, por conta da trajetória do vídeo, ele foi o único lançamento ao vivo da banda que não sofreu correção dos erros das músicas em estúdio. Certamente por isso eu o tenha achado o melhor vídeo ao vivo do conjunto até agora (tenho que achar uma versão em cd). O solo de guitarra gigante de Bryan May foi limado da edição final do vídeo. Ainda bem, pois embora goste da banda, os solos de guitarra de Bryan são muito chatos. E, por último, é sempre bom lembrar a destreza de Freddie no piano.

Eu recomendo a compra e se alguém disser que esse post não foi imparcial, que se dane, pois não foi mesmo. :)

Veja um pouco do que contém esse DVD:

As mulheres no Photo Image Brazil 2008

Incrível, mas mulher bonita e com roupa justa é usada para vender qualquer coisa. Desde cerveja até carro de luxo, se você colocar uma bela fêmea do lado, tem maiores chances de realizar o negócio. Tudo bem que para essa estratégia dar certo, os compradores precisam ser, em sua maioria, homens. Com a fotografia não poderia ser diferente. Nessa última versão da Photo Image Brazil todos os estandes contavam com belas jovens sorridentes e prestativas. Claro que nenhuma delas (ou pelo menos a maioria) entendia de equipamentos fotográficos. Estavam lá apenas para enfeitar. Veja alguns exemplos:

Daria para fazer um ensaio bacana só com esse tema, hehehehehehehe.

São Paulo é logo ali!

Sei que estou meio sumido aqui do blog, mas essas últimas semanas têm sido muito corridas. Embora tenha um carinho especial por esse espaço, assumi alguns compromissos editoriais com outros blogs que necessitam ser cumpridos. Por conta desses compromissos tive que fazer um pequeno deslocamento até São Paulo nesse último fim de semana. Pequeno deslocamento é uma maneira de falar, pois são mais de 500Km de distância daqui do sertão da Alta Sorocabana. O objetivo da viagem era participar do último dia da Photo Image Brazil, a maior feira de produtos fotográficos da América Latina, e do primeiro Meio Bit Expo, encontro de tecnologia do melhor blog, ou site, de tecnologia do Brasil.

Claro que não quis encarar essa jornada sozinho, pois tenho um pequeno problema de incompatibilidade com a cidade de São Paulo, e escalei meu fiel escudeiro Kadu para me acompanhar nessa jornada. O primeiro problema encontrado foi o transporte. Pobre é uma raça que não merece viver. Por conta de economizar R$ 30,00 acabei escolhendo o Expresso Peão da Quinguim. Ônibus barato e lotado com bancos minúsculos. Quem me conhece sabe que sou um homem de grande envergadura e, mais ou menos na metade da viagem, minha coluna já tinha adquirido a forma de um anzol. Putaqueopariu, nunca mais vou sofrer tanto por tão pouco dinheiro. Passado esse pequeno, porém doloroso suplício, chegamos a capital com a missão de nos dirigirmos ao Centro de Exposição Imigrantes. Pequeno conselho, nunca ande de metrô em horário de pico com bagagem. É horrível. Ao chegar ao local tivemos uma pequena surpresa. O Kadu viu errado o horário de funcionamento da feira e a mesma apenas iria se iniciar às 13:00h.

Sem nenhuma perspectiva, pegamos o metrô novamente e nos dirigimos até o albergue aonde iríamos nos hospedar. Nossa reserva se iniciaria apenas às 13:00h, mas o pessoal deixou a gente ficar por lá sapeando até dar o horário. Nesse momento é que aconteceu a coisa mais engraçada da viagem. Ao descer uma escada para guardar a bagagem, meu companheiro simplesmente rolou pela mesma. Embora fosse coisa de cinema, nenhum osso se quebrou, apenas uma torção na perna que o fez mancar por todo o fim de semana. Recobrados do susto, nos dirigimos ao metrô para finalmente conferir os eventos. Fora as horas perdidas no transporte público, a aglomeração de pessoas e o transito maluco, tudo correu bem no resto do fim de semana. Mas, tenho algumas observações a fazer:

- existem quiosques na saída da estação Jabaquara do metrô que são idéias fenomenais. Várias opções para café da manha e a incrível sacada de vender 10 mini pães de queijo por R$ 1,00. O Kadu ficaria a tarde inteira ao lado de um desses;

- aglomeração de pessoas é a pior coisa do mundo. Seres humanos em grupos acima de 4 deveriam ser proibidos;

- embora existam centenas de avisos para os usuários não ficarem na porta dos vagões do metrô é lá que os espertinhos sempre ficam, por isso odeio a humanidade. Em algumas estações, principalmente as que fazem conexões com outras linhas, existe uma porta para entrar e outra para sair do vagão. Embora tudo seja bem explicado para garantir o bom funcionamento da coisa, sempre tem um morfético que entra pela porta de saída para evitar a fila da entrada. Depois neguinho fica falando que o país está evoluindo. Não existe esperança para o brasileiro;

- ficar em albergue pode ser barato, mas ficar com um bando de adolescentes (ou pessoas que pensam ser adolescentes) quando já se passou dos 30 anos (ou se possuí uma idade mental mais avançada) pode ser um pouco sacal. O lugar nos atendeu muito bem e tudo é muito higiênico, mas agüentar rodinha de samba e churrasco com caipirinha com música ruim até altas horas da manhã não é mais minha praia;

Para ler algo sério sobre o Meio Bit Expo ou sobre a Photo Image Brazil, é só clicar nos links.

Porto dos Mortos

Post de Divulgação

Novo Trailer de PORTO DOS MORTOS online, Novas imagens

Lockheart Filmes Ltda. apresenta o primeiro trailer completo do longa-metragem independente nacional PORTO DOS MORTOS. O vídeo pode ser conferido no site oficial http://www.portodosmortos.com/ e no Youtube. Escrito e dirigido por Davi de Oliveira Pinheiro (que divide a produção com Isidoro B. Guggiana), PORTO DOS MORTOS acompanha a caçada de um policial (Rafael Tombini) a um assassino serial misterioso. Em pós-produção, BEYOND THE GRAVE – título internacional do filme – combina terror e policial em um road movie sobrenatural.

PORTO DOS MORTOS é um mosaico de gêneros: uma mistura de possessão, magia negra, mortos vivos e intensas doses de suspense e ação’, define Davi. O cineasta porto-alegrense buscou inspiração no cinema de Sergio Leone, Richard Stanley, George A. Romero, entre outros mestres cinematográficos, enquanto procurava sua identidade particular. ‘PORTO DOS MORTOS não é apenas um filme de horror, faroeste ou um policial convencional, mas algo que foge de qualquer definição. É uma produção que remete aos filmes de aventura que minha geração assistia nos anos 80′, resume o cineasta.

Rodado em 22 dias entre os meses de fevereiro e abril na cidade de Porto Alegre (RS) e arredores, PORTO DOS MORTOS reuniu uma equipe de 40 profissionais. Locações foram especificamente escolhidas e/ou adaptadas para a pessimista e particular visão de um mundo pós-apocalíptico criado pelo diretor. ‘O filme é cheio de personagens e cenas que planejo há bastante tempo. Uma história diferente e cheia de reviravoltas que vai surpreender o público’, explica Davi, enquanto trabalha na montagem de seu primeiro longa-metragem. ‘É um verdadeiro sonho poder trazer um filme de apelo popular às telas’, conclui.

Esse texto foi enviado pela amiga Olivia Joules Joules (nome artístico, claro) que já teve algumas dezenas de blogs sobre cinema. Acho que em tempos de produção nacional tão simplista dentro do cinema, temos que apoioar as novas idéias e produções independentes.

Batman - The Dark knight

Semana passada finalmente fui assistir ao tão falado novo filme do Batman. Não iria escrever nada sobre a película, pois muito já foi escrito sobre o assunto e esse seria apenas mais um texto, mas fui levado a traçar essas linhas por conta de um post no blog do Neto Cury. The Dark Kinght é um grande filme, mas não é fenomenal. Infelizmente não saí do cinema com a sensação que outros filmes de heróis me causaram nesse ano. Aquela de que se tinha passado por uma experiência fantástica nas duas horas anteriores. Talvez o problema tenha sido a expectativa. Tanto se falou e escreveu sobre a grandiosidade da produção que eu estava esperando algo que rompesse as barreiras do cinema e se tornasse um clássico absoluto. Já comprovei por experiência própria que filmes que assisto sem expectativa se tornam muito mais prazerosos, como no caso de Hitman, onde não conhecia o personagem e nunca tive contato com o jogo que deu origem a produção. Foi um filme divertido e que valeu cada centavo do ingresso. Porém, com Batman é diferente.

Além de todo marketing viral, da morte de um dos protagonistas em um duvidoso erro de ingestão de medicamentos e de toda a babação de ovo da mídia especializada, existe outro fato que torna o filme uma obra simplista para mim: sou um fã aficionado dos quadrinhos do homem morcego. Em toda minha infância e adolescência, existiram dois personagens de quadrinhos que são obrigatórios. O primeiro é o Super-Homem e o segundo, claro, é o Batman. Querendo ou não, esses dois seres representam a raiz primária de todos os super-heróis. Um é o represente perfeito dos poderes super humanos, e o outro é o ápice do desenvolvimento físico e intelectual do corpo humano. Claro que entendo a dificuldade de se adaptar uma obra de quadrinhos para o cinema. Afinal de contas, como condensar, em algumas horas, décadas de desenvolvimento psicológico dos personagens sem agredir o fã dos quadrinhos e tornar tudo compreensível para quem nunca leu a revista? É quase impossível, mas Dark kinight chegou perto.

Em primeiro lugar, quem não assistiu ao primeiro filme da nova franquia, Batman Begins, já entra perdendo no cinema. Batman é um personagem complicado e no primeiro filme tentou-se explicar um pouco de sua complexa psicologia. Antes de mais nada, Bruce Wayne é um indivíduo obcecado pela justiça. O crime deve ser punido e a promessa que fez a seus pais de levar essa justiça aos infratores da lei é o que move seus atos (igual ao Homem Aranha em relação ao seu tio). Para tanto, ele passou anos percorrendo o mundo aprimorando tanto a mente quanto o corpo, se tornando o guerreiro perfeito. O que muitos não entendem é que Batman não é o personagem, ele é o verdadeiro Bruce, enquanto o milionário é o uma farsa criada para proteger seus objetivos.

O que mais me deixou chateado no filme é o destaque dado a parte violenta do personagem. Talvez, em tempos modernos essa seja a característica que mais tenha vendagem, mas Batman, assim como o Super-Homem, é guiado por um código moral que não permite a morte (coisas de história em quadrinhos). Nessa mesma linha, o lado racional do personagem foi, quase totalmente, esquecido. Batman, também é conhecido como o maior detetive do mundo e em poucos momentos vemos o lado racional e investigativo do personagem. E esse é o motivo que fez do Coringa seu maior inimigo. Ambos são inteligentes, porém um é um maníaco homicida psicótico, e o outro é o exemplo do raciocínio lógico, embora ambos possam ser encarados como loucos por um observador comum. Os vários momentos em que Batman perde a calma do filme são um retrato negativo do personagem dos quadrinhos.

Tirando essas pequenas ressalvas, o filme é muito interessante. Embora o Coringa seja um ótimo personagem, livre das amarras do racionalismo, dar muita atenção para ele, em detrimento do personagem principal, é uma técnica que também funcionou com o primeiro filme dirigido por Tim Burton. É muito mais fácil dar asas a um personagem maluco do que aprofundar as características de um personagem mais complicado. Não nego que Heath Ledger seja um ótimo ator, mas as intervenções de seu Coringa tomam a maior parte do filme e as melhores cenas. O que sobra para Chistian Bale é ser um vingador calado, violento e sem profundidade. Outra coisa que me deixou muito triste foi o desperdício do Duas Caras. Harvey Dent (Aaron Eckhart, em uma atuação fenomenal) é um dos inimigos da galeria principal do Morcegão. Nesse filme foi usado para encher lingüiça e dar um final meia boca para a trama narrativa. Poderia muito bem ter sido apenas um gancho para o próximo filme.

Finalizando, é um bom filme, mas nem a metade do que andam dizendo por ai. O que temos é um marketing muito bem construído e o fato de Heath Ledger ter morrido precocemente antes do lançamento do filme (olha ai o ganhador do próximo Oscar de Melhor Ator Coadjuvante). Não é o melhor filme do ano e também não é o melhor filme sobre histórias em quadrinhos. Os dois filmes de Tim Burton, embora abordassem o lado cartunesco do personagem, estão no mesmo nível dessa produção.

Para se aprofundar realmente na psicologia do personagem e conhecer um pouco melhor a relação de Batman com o Coringa eu recomendo assistir o desenho animado A Mascara do Fantasma, e ler as edições especiais Asilo Arkan, A Piada Mortal, A Morte de Robin e a minissérie O Cavaleiro das Trevas (aqui o Coringa não aparece, mas é uma aula de como fazer quadrinhos e, sem dúvida nenhuma, a melhor história escrita para o personagem)


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